A luta pela violência foi uma das principais pautas no movimento feminista. Foi uma das coisas que ajudou a articular os movimentos feministas no Brasil. Mas com o tempo a luta foi assimilada pelos governos, pela direita, pelo capital. O movimento feminista deixou de ser a liderança deste enfrentamento.

No dia 02 de março, na Ação Cultural “Qual a força do feminismo em 2023?”, mais de 60 mulheres de diferentes organizações e movimentos feministas da cidade chegaram a uma análise em comum: precisamos radicalizar nossas lutas para enfrentar os desafios postos pela conjuntura! 

Diante de um cenário de avanço do fundamentalismo religioso, ataques à saúde reprodutiva das mulheres, racismo ambiental, questões climáticas e o aumento da violência contra as mulheres, o que o movimento feminista pode esperar da conjuntura e quais os caminhos possíveis para enfrentar esses desafios?

Na noite do dia 28 de abril de 2022, representantes de movimentos sociais atuantes no estado de Pernambuco, se fizeram presentes na roda de conversa do Centro Cultural Feminista do SOS Corpo, que discutiu as ações de solidariedade dos movimentos sociais durante a pandemia da COVID-19.

A atividade que teve como tema “Ações de solidariedade: quais os desafios do agora?”, foi um intercâmbio de experiências dos movimento Fórum de Mulheres de Pernambuco, Rede de Mulheres de Pernambuco, Articulação Recife de Luta, MST e MTST Pernambuco.

Amanhã lançaremos a publicação Abre Caminhos, na qual compartilhamos o esforço de encontro entre uma pluralidade de mulheres feministas de diferentes territórios, modos de vida e lutas políticas, desmantelando imaginários colonizados e reconhecendo, no plano da igualdade, a diversidade de universos e modos de vida.

Em tramitação há 15 anos, projeto que tolhe o direito ao aborto legal pode ser votado nesta quarta. Proposta também impacta fertilização in vitro e pesquisas de células tronco. Deputadas e movimentos feministas tentam barrar retrocesso.