A principal preocupação de mulheres e dissidências não é contrair o vírus: é ter a comida diária, é saber como estão outras mulheres de seu entorno que estão longe, é poder ir ao supermercado sem serem violentadas pela polícia. Isso surgiu a partir de uma consulta realizada durante o isolamento social na Província de Córdoba, que logo foi replicada em outros territórios.

As medidas de isolamento impostas pelo governo paraguaio para diminuir o impacto da pandemia global estão tendo sérias conseqüências na vida das mulheres. O aumento da violência doméstica, a queda econômica dos setores feminizados e a incapacidade de pagar dívidas são apenas alguns dos efeitos da quarentena que aumentam as desigualdades de gênero.

No Paraguai, a suspensão das aulas para evitar mais infecções por coronavírus acrescenta outro ônus à vida das pessoas que cuidam, a maioria das quais são mulheres. Além de sobreviver à pandemia e garantir que não falte comida para a família – e às vezes também para a comunidade -, agora é acrescentado o papel de professoras.

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