Reestruturar o campo do desejo

Um artigo que reflete sobre a necessidade de reestruturar o desejo de seguirmos no enfrentamento ao sistema patriarcal, racista e capitalista, dando algumas pistas de como podemos fortalecer o processo de luta a partir do resgate de processos internacionalistas que coincidiram com a guinada à esquerda em nosso continente. Baixe agora!

“Reestruturar o campo do desejo” fala sobre o desejo de ir à luta, de organizar-se num feminismo situado à esquerda num contexto de ascensão da extrema-direita. É um artigo para pensar o feminismo diante do atual contexto pandêmico, mas também no “pós-pandemia”.

De autoria de Lilian Celiberti, o artigo reflete sobre a necessidade de reestruturar o desejo de seguirmos no enfrentamento ao sistema patriarcal, racista e capitalista, dando algumas pistas de como podemos fortalecer o processo de luta a partir do resgate de processos internacionalistas que coincidiram com a guinada à esquerda em nosso continente.

Reestruturar o campo do desejo

Artigo de Lilian Celibertti
Tradução para português: Carla Batista
15 páginas
Brochura digital

O artigo é de autoria da feminista uruguaia, fundadora e atual coordenadora do Cotidiano Mujer, Lilian Celiberti. Ativista política desde juventude, Lilian enfrentou a ditadura militar por mais de 3 anos na Itália, ajudando a denunciar as violações do regime civil-militar uruguaio no exterior. Ela foi presa junto com seus filhos e companheiro em 1978, quando veio a Porto Alegre denunciar as condições de presos uruguaios para jornalistas brasileiros. Sua prisão ajudou a revelar ao mundo a Operação Condor, uma ação conjunta dos regimes ditatoriais latino-americanos para reprimir opositores. 

Circular artigos de feministas latino-americanas é parte da razão de ser da Articulacion Feminista MarcoSur (AFM), uma corrente de pensamento e ação política cujo eixo central de sua estratégia é o desenvolvimento de um campo político feminista a nível regional (América Latina) e global. São textos que viajam, circulam para fazer, nessa troca, avançar o pensamento, para sustentar nossa ação, fazendo refletir sobre nossas práticas políticas.

Trazemos este artigo ao movimento brasileiro com muito orgulho, pois enquanto nos outros países da América Latina, a circulação de pensamentos entre as organizações e movimentos integrantes da AFM se faz de forma mais contínua por conta do espanhol, no Brasil, esses textos, para circular de forma mais ampla, precisam passar por uma tradução para o português. 

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Para conhecer mais a AFM e o pensamento feminista latino-americano, acompanhe as publicações do SOS Corpo, em especial nossa página sobre a Latino América. Periodicamente publicamos os artigos da Revista Bravas, com todo o conteúdo em espanhol traduzido para o português. Além disso, todo mês publicamos os artigos que circulam no boletim Boca-a-Boca, as principais novidades e notícias do feminismo na região, incluindo Brasil – este disponível apenas em espanhol. 

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