Apenas 42 hospitais realizam procedimento legal no Brasil, enquanto há 500 mil estupros por ano. Grupos religiosos propõem punitivismo — mas solucionar violência estruturante exigirá ensino de sexualidade e igualdade de gênero nas escolas. Por CFEMEA.

Como uma série de explosões em cadeia, em apenas uma semana centenas de denúncias sobre situações de violência de gênero surgiram em diferentes esferas da cultura, política, academia e trabalho. Somos milhares, estamos unidas e eles não terão mais o conforto do nosso silêncio.

Em debate realizado pelo Coletivo Mulher Vida, em transmissão online no facebook no último dia 02 de setembro, Carmen Silva, educadora do SOS Corpo e militante feminista do Fórum de Mulheres de Pernambuco, foi uma das convidadas para falar sobre os agravamentos da violência doméstica contra as mulheres em tempos de pandemia.

No episódio #21 do Podcast Coronavírus em Xeque, o Programa Fora da Curva trouxe para a discussão o tema: Violência sexual e a culpabilização da vítima. Até quando? O programa conta com participações de Zahira Mous, Carmen Silva, Débora Aranha, Robeyoncé Lima, o médico Olímpio Moraes, Rayane Lins e Bárbara Pereira.

Em nota, a Frente Nacional Conta a Criminalização das Mulheres e pela Legalização do Aborto pergunta: quanto mais sofrimento e morte falta para nossa gente perceber que a criminalização do aborto é expressão da violência racista e sexista no Brasil?

O SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia manifesta seu total apoio à equipe do Centro Integrado de Saúde Amaury de Medeiros (CISAM) que garantiu, neste domingo (16) o direito ao aborto à menina de 10 anos, do Espírito Santo, estuprada sistematicamente durante 4 anos por um tio.

O estado de isolamento social no Peru foi estendido até 30 de junho. Uma medida necessária para combater a pandemia de Covid 19, mas que gera um aumento de agressões, estupros, assassinatos e desaparecimentos de mulheres, meninas e adolescentes. O Peru está em crise de saúde e social, onde as mulheres continuam sendo relegadas pelo Estado e pelo aparato da justiça.

Com a adesão de Tucumán, o treinamento com uma perspectiva de gênero sobre violência sexista torna-se obrigatório para funcionários públicos nos três ramos do Estado na Argentina.

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Há 2 meses as mulheres negras estão em isolamento social, e são as que mais sofrem nesta pandemia. Dados oficiais revelam que os casos de violência contra a mulher dobraram neste período. Saiba mais no podcast Especial Mulheres Negras e Covid-19