Movimentos sociais e populares formam redes de solidariedade para enfrentar o coronavírus

Foi em 26 de fevereiro que o Ministério da Saúde confirmou oficialmente o primeiro caso de Covid-19 no país. De lá pra cá já são mais de 40 dias que o país vive à sombra de mais um inimigo que não se vê, mas que tem o poder de aprofundar uma crise de ordem social, econômica e sanitária, que atinge diretamente toda a humanidade, mas que recai de maneira ainda mais cruel sobre as populações cotidianamente esquecidas pela “civilização”. 

No texto publicado aqui no site, nós do SOS Corpo, analisamos as dificuldades de se enfrentar o coronavírus (Sars-Cov-2). Nela, apontamos: a dificuldade em lidar com essa crise sanitária vem da dificuldade histórica em frear o avanço do sistema capitalista, racista e patriarcal para cima da vida coletiva, que prioriza o lucro do mercado sacrificando o bem comum. Desde que os governos adotaram a medida do distanciamento  social como forma de evitar um colapso no sistema público de saúde, e consequentemente, retardar a propagação desenfreada do vírus nas cidades, a preocupação dos movimentos sociais tem sido os impactos da mesma para as populações que estão cotidianamente na faixa de risco social e econômico.

Se num contexto de emergência isolamento se torna a medida mais eficaz, como ficam aquelas pessoas que não tem as condições para realizá-lo de maneira digna? Sem medir esforços, movimentos sociais e organizações populares diversos tem se articulado de forma autônoma para amenizar o impacto do novo coronavírus na vida de quem mais precisa de auxílio nesse momento. É importante salientar que não é hora de afrouxarmos a medida do distanciamento social. Se você pode, fique em casa. Essa é uma das formas de ajudarmos a evitar o colapso do sistema de saúde no Brasil. 

Redes de Solidariedade: quem é por nós?

Em um mês, em todo o país, se viu crescer as redes de solidariedade. Diante do avanço e dos efeitos trazidos pelo coronavírus, como a situação de fome que muitas famílias se encontram e da desinformação sobre prevenção ao Covid-19, o trabalho das redes ultrapassa e muito o sentido assistencialista de solidariedade, conceito esse que está sendo disputado pela ordem do capital. 

A crise causada pelo coronavírus no Brasil evidenciou mais uma vez que a resposta não virá do governo federal, e que as medidas adotadas pelos governos estaduais e municipais não dão conta de solucionar um processo de sucateamento e de privatização dos serviços públicos essenciais, devastados pelas políticas neoliberais. Se a ação do poder público não chega para as populações mais vulneráveis, as redes de solidariedade assumem o papel de defender a existência do povo.  

No bairro “Fonte de Água”, tradução do nome do Ibura, que tem origem na língua indígena tupi-guarani, a água é um dos direitos básicos que mais estão escassos no território. Os mais de 50 mil habitantes convivem no cotidiano as contradições de ser um bairro periférico de maioria negra/parda (65%) na zona sul da cidade, que tem logo ao lado, Boa Viagem, bairro em que a maioria da população é branca (66%) e com renda média de R$ 7 mil, de acordo com dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE/2010). O Ibura tem um dos menores índices de desenvolvimento humano da cidade do Recife e a maioria das famílias é chefiada por mulheres, que são 52% da população total. 

Além do acesso à água, grande parte das/os moradoras/es não tem saneamento básico em suas casas e em alguns locais, o esgoto fica a céu aberto. Em períodos de chuva, o território sofre com constantes alagamentos. A falta de abastecimento de água é um dos entraves para que a população consiga fazer o processo de higienização para se proteger do coronavírus. Segundo Jéssica Lopes, integrante da Coletiva Periféricas, a situação na comunidade se assemelha à muitas outras e o descaso do poder público em garantir acesso aos serviços de saúde, agrava a situação de vulnerabilidade.

“Aqui, como muitas comunidades, o saneamento básico é ridículo, é esgoto a céu aberto. Recentemente um estudo feito pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) afirmou que pacientes com a Covid-19 apresentaram em suas fezes o DNA do novo coronavírus, e de sua capacidade de permanecer viável facilita a transmissão via feco-oral. Ou seja, nós que vivemos de frente ao esgoto a céu aberto, estamos vulneráveis a mais uma das formas de contaminação. A água só chega em dias aleatórios, e quando chega. De acordo com a ONU, o acesso à água é um direito universal. Muitos postos de saúde não funcionam e os que funcionam, não tem materiais para atender todo mundo ou não tem profissionais”, comentou Jéssica.

As famílias que já viviam em situação de vulnerabilidade pela falta de ação do poder público em garantir os direitos básicos, foram empurradas para uma situação de mais fragilidade. No Ibura, assim como em bairros e comunidades das periferias do país, são as mulheres, mães solo, trabalhadoras domésticas, diaristas e trabalhadoras informais que, com a medida de isolamento social e fechamento do comércio da cidade, estão sem ter como fazer o corre para alimentar suas famílias. Conforme pesquisa feita pelo Data Favela com o Instituto Locomotiva, 92% das mães moradoras de favelas no país não terão renda para garantir a alimentação da família após um mês do início da medida de isolamento social. 

Com o marasmo do governo Bolsonaro em implementar de forma célere o pagamento da Renda Básica Emergencial, a Rede de Coletivos do Ibura tem tocado a campanha “Ibura Sem Fome”, para arrecadar alimentos, materiais de limpeza e higiene para serem distribuídos junto a moradores do bairro e de comunidades próximas. As ações em rede de solidariedade estão sendo organizados pelas Coletiva Periféricas, Favela LGBTQ+, Espaço Cultural das Marias, Ibura mais Cultura, Ibura Black e a Associação dos Moradores Três Carneiros. 

A comunidade que há vários anos vê a resistência do povo crescer através do surgimentos das organizações e coletivos, hoje conta com a atuação deles para tentar sobreviver em meio ao clima de incerteza que chegou com o coronavírus. Para Jéssica Lopes, a diversidade dos grupos tem permitido que a campanha chegue para o maior número de pessoas possível. 

“O aumento dos coletivos aqui no Ibura tem abraçado muitas pessoas da comunidade. E por ter uma diversificação desses coletivos nas pautas de luta, isso tem ajudado muito. Mas, infelizmente, a gente não consegue fazer tudo. São pouquíssimas as vezes que conseguimos ter um apoio de cargos políticos para algo, e por isso, a ideia de criar uma rede dentro do Ibura. Entendemos que juntes conseguimos aglutinar mais coisas e abranger mais gente, principalmente por cada coletivo atingir públicos específicos. E essa rede tem ficado mais forte e maior devido ao esforço e dedicação que estamos tendo. Várias pessoas e coletivos de fora vem se mobilizando junto com a gente pra tentar dar assistência ao máximo do nosso povo que vem precisando e não tem nenhum suporte”, explicou. [Veja ao final da matéria como contribuir com a campanha]

A exploração capitalista não entra em quarentena

A chegada do coronavírus no Brasil logo acendeu o alerta para os povos indígenas em todo o país. Assim como a população negra, quilombola, pescadores artesanais, marisqueiras e demais segmentos empobrecidos, que têm suas existências historicamente descartadas pelo sistema racista, capitalista e patriarcal, os povos indígenas estão entre os grupos de alto risco real com a ameaça de mais essa doença, como aponta a nota da Associação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB):

“[…] Ao longo da história, fomos vitimados pelos sucessivos invasores, não apenas pelo uso da violência física, das armas de fogo e do trabalho forçado, mas também pelas doenças levadas por eles, tais como a gripe, a varíola e o sarampo, inclusive no século XX, principalmente durante o regime da ditadura militar. E até hoje, sofremos de doenças vindas de fora – cardiovasculares, hipertensão, diabetes, gastrointestinais, renais, sexualmente transmissíveis e doenças respiratórias. O coronavírus é mais uma dessas ameaças, mais uma praga produzida pela acumulação capitalista, portanto de origem política e econômica e que agora se torna crise de saúde pública.” Leia a nota completa clicando aqui.  

O coronavírus já está matou três indígenas e a ameaça de um novo genocídio é real. Além do risco que não se vê, nem uma crise sanitária é capaz de barrar o avanço predatório e genocida do capitalismo. Neste momento de vulnerabilidade nos territórios indígenas que não tem a proteção devida, as invasões de madeireiros e garimpeiros tendem a aumentar. “Os garimpeiros não pedem quarentena. Os madeireiros também não, pra eles não existe quarentena. Existe pra nós e estamos vendo de que lado podemos sobreviver”, conta Alessandra Munduruku, em conversa com o SOS Corpo.

Acesse: Plataforma de monitoramento da situação indígena na pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no Brasil

De acordo com a liderança indígena, entre garimpeiros, madeireiros e agora o coronavírus, os Munduruku e demais povos tem como luta prioritária a proteção dos seus contra a doença. “A gente vai pelo menos se afastar um pouco do vírus, pelo menos essa parte, para a gente estar vivos para continuar a nossa luta no enfrentamento desses que são os matadores da floresta, os matadores do rio. Nesse momento, o primordial, é estar vivo”, salientou. 

Para as aldeias que estão mais isolados do contato humano, a ameaça do coronavírus chega com avanço de madeireiros e garimpeiros sobre seus territórios e que, com a pandemia, expandiram a sua ganância de olho no lucro. O contexto das aldeias próximas ou dentro das cidades ganha ainda outras proporções, como a fome e as dificuldades de acesso aos serviços de saúde. De acordo com a liderança Munduruku, a assistência médica que chega, através da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), vinculada ao Ministério da Saúde, é insuficiente para dar conta diante do tamanho da região e do problema que é essa nova doença. 

A preocupação de Alessandra Munduruku é compartilhada entre outras lideranças que têm tentado de diferentes formas proteger os mais de 14 mil Mundurukus que vivem em aldeias entre as regiões do Médio e Alto Tapajós, no Pará. 

“Hoje as aldeias estão ficando cada vez mais próximas da cidade. Os empreendimentos estão crescendo por causa da soja, da madeira e do garimpo e os indígenas ficam muito vulneráveis. E as aldeias que estão mais próximas da cidade são as que têm mais contato com os brancos. Alguns trabalham, são professores, outros são estudantes. E essas pessoas que vem de fora, chegam na cidade para descarregar materiais como combustível, arroz, feijão e vem muito caminhão do Mato Grosso, São Paulo. E a gente não sabe como eles estão se cuidando para não serem contaminados pelo coronavírus e também para não contaminar”, explica. 

Outra questão que tem preocupado é o fluxo de entrada pelo Rio Tapajós de barcaças e grandes navios que chegam para pegar soja e milho e levar para a Europa, China e Estados Unidos. A preocupação dos indígenas passa pela falta de certeza de como está sendo feito o controle sanitário das embarcações. A presença de estrangeiros é uma ameaça real de transmissão do coronavírus.    

“Aí esses homens acabam indo pro restaurante, pro mercado e a gente não sabe. Então a gente orienta, não dá pra ver o vírus, é o inimigo que tá agora pra quem já tem contato com os brancos, imagine pra quem não tem contato com os brancos. A minha preocupação é com os jovens, a maioria trabalha. Quem mora perto da cidade, se for pescar, não tem peixe suficiente, porque tem muita balsa no meio do rio e nas margens, então não tem como o índio pescar. Na cidade, a roça é pequena, não tem como sustentar uma família grande. Então, a única coisa que eles tem é trabalhar na cidade e vender artesanato. E essa é uma das preocupações da gente. Como é que a gente vai orientar esses jovens, como é que a gente vai orientar o pai de família? Essa é uma das nossas preocupações e a gente foi atrás de ajudar o povo para que eles não saiam da aldeia”, relatou Alessandra. 

Para enfrentar a ameaça, as lideranças têm se munido de informação para levar às aldeias. Um exemplo é a cartilha organizada pela Associação das Mulheres Munduruku Wakoborun, elaborada em português e em sua língua nativa, que foi enviada pelo whatsapp e impressa para ser entregue nas aldeias onde não há acesso à internet. [Leia as cartilhas nos links abaixo].

O diálogo tem sido outra ferramenta pedagógica usada pelas lideranças. Ao chegar em sua aldeia e observar a entrada de pessoas, principalmente os jovens que iam jogar bola, Alessandra Munduruku foi até o campo e os chamou para uma conversa. “Eu tive que ir no campo orientar os jovens, perguntar o que que era coronavírus, alguns falaram que viam na televisão, mas nem todos gostam de notícia. Foi um debate de conhecer eles primeiro e de que informações eles tinham. E o que eu sabia eu fui falando pra eles, de que o coronavírus causa esse perigo e eles ficaram bem assustados. Perguntei: vocês acham que os brancos tão falando isso tudo e acham que isso não vai acontecer com os nossos parentes? Então vamos trabalhar juntos”, contou. Com a ajuda deles, a liderança produziu as placas com informações que proibiam a entrada de pessoas de fora nas aldeias. [Veja no final como apoiar as comunidades indígenas no enfrentamento ao coronavírus]

Solidariedade como prática feminista

O novo coronavírus chegou modificando a dinâmica das relações sociais, impondo um novo olhar para as estruturas que determinam a organização da sociedade, escancarando as contradições do sistema num contexto de aprofundamento das opressões baseadas em raça/etnia, gênero e classe social. 

A crise sanitária expõe o que de pior existe numa sociedade baseada no acúmulo do capital e da ineficácia dos projetos políticos que mercantilizam os serviços públicos, impactando diretamente o estado de bem estar social. Faltam leitos, testes, insumos, distribuição de renda, acesso universal a um sistema de saúde público e gestão responsável para essa crise. 

Ela atinge a todos, mas ela não é democrática. Ela atinge de formas diferentes àquelas e àqueles que são cotidianamente descartados pelo capitalismo. As diferentes proporções e impactos do Covid-19 para a população negra no país tem preocupado movimentos negros e feministas, que pressionam para que o governo brasileiro e o Ministério da Saúde informem raça e gênero das pessoas mortas e das infectadas pelo coronavírus.

“A pandemia veio sem tempo determinado, os planos e ações dos governos, sejam eles federal, o estadual ou o município, não trazem soluções para as mulheres e as pessoas que estão em condições de fragilidade por falta de assistência e em contexto de total desproteção social. É muito importante destacar que esta vulnerabilidade se dá por conta das estruturas de opressão de raça, classe e gênero: a pandemia atinge a todas as pessoas, mas atinge de maneira diferente se você for mulher, negra, pobre, periférica”, pontuou Heloína Paiva, militante do Fórum de Mulheres de Pernambuco. 

Em Recife, o Fórum de Mulheres de Pernambuco (FMPE) criou sua rede de solidariedade logo nos primeiros dias de agravamento da pandemia, quando grande parte de suas militantes começaram a ficar desprotegidas diante da insegurança social e financeira. “A rede surgiu porque se percebeu que durante a pandemia, todas que já viviam em um estado de vulnerabilidade social estariam ainda mais expostas. Muitas das mulheres do FMPE também estão desempregadas, são trabalhadoras do comércio informal, são trabalhadoras domésticas, diaristas e que em sua grande maioria, são as chefes de suas famílias. Então a rede de solidariedade surge da necessidade de nos manter bem, saudáveis e em condições de seguir lutando, além de enfrentar esse momento difícil da pandemia”, contou Heloína. 

De acordo com a militante, a rede surge num primeiro momento para dar conta de uma demanda emergencial, já que as mulheres, com o avançar das medidas de isolamento social, começavam a ficar sem alternativas de subsistência, mas o sentido e a importância da criação da rede ultrapassa um objetivo essencialmente assistencialista. A proposta da rede de solidariedade passa por fortalecer a luta feminista por direitos e justiça social.

“A gente já compartilha uma vivência política e afetiva com essas mulheres. Somos todas companheiras de luta e isso passa muito no campo da solidariedade, porque a nossa solidariedade também se baseia nesses encontros afetivos e políticos. Uma questão que é crucial para a permanência da rede e a sua importância, é que quando nos apoiamos enquanto companheiras, apoiamos as nossas famílias, ou quem depende de nós, ou as nossas comunidades e territórios. A gente também estimula a nossa articulação enquanto FMPE, a gente consegue mover as companheiras a se integrarem mutuamente. Atuar em rede, então, permite cobrarmos que o Estado cumpra seu papel, pois não queremos fazer o que é dever dele. Estamos fazendo um apoio emergencial de curto prazo, mas não é nossa função essa, porque senão estaríamos agindo de forma assistencialista. A nossa função é fazer incidência e luta política”, enfatizou a militante. 

A rede de solidariedade do FMPE, tem produzido materiais pedagógicos e informativos que estão sendo distribuídos através do whatsapp, redes sociais e por rádios comunitárias, como o “Manual Econômico de Higiene: Como Prevenir a Covid-19 com Pouca Água e pouco Dinheiro?”. O material foi fruto de pesquisa e produção das coletiva de saúde e de comunicação do Fórum e traz  informações importantes que mostram como as mulheres e suas famílias podem se proteger. A preocupação do FMPE tem sido produzir informação que ajude a proteger a vida e evidenciar os problemas causados pela falta de projeto político de democratização e acesso aos serviços públicos.

Confira abaixo algumas Redes de Solidariedade e saiba como colaborar com as iniciativas. E não esqueça, se puder: FIQUE EM CASA!

🤝🏼 Ibura Sem Fome 🤝🏼

A Rede de Coletivos do Ibura está com a campanha “Doe a sua Cesta!” para arrecadar alimentos para serem distribuídas 169 famílias, que são da UR- 10, UR6 e Vila 27 de Novembro no bairro do Ibura e que encontram-se em áreas de risco. “Fizemos a montagem de uma feira básica que nos resultou em uma cesta básica no valor de R$59,00 que consegue atender uma família de até 6 pessoas.”
As pessoas podem doar as cestas já prontas ou transferir o valor para a serem compradas. Segue dados:
Banco: Nubank – 260
Agência: 0001
Conta:61193000-2
Jéssica Lopes
CPF: 098.222.644-61
Para mais informações acesse: https://www.instagram.com/redecoletivosdoibura/tagged/

🌿 Articulação dos Povos Indígenas do Brasil 🌿

A Apib está com campanha para arrecadar recursos para a compra de alimentos, remédios e material de higiene para as aldeias. “É preciso ter um olhar direcionado aos povos indígenas com o aumento da pandemia mundial. Os efeitos para nós podem ser devastadores! O nosso modo de vida comunitária pode facilitar a rápida propagação do vírus em nossos territórios caso algum de nós seja contaminado.”
Acesse aqui e faça a sua doação:
>>> https://www.vakinha.com.br/vaquinha/apoie-os-povos-indigenas
>>> Encontre aqui outras formas de ajudar indígenas e povos da floresta no combate ao coronavírus <<<

👭🏽 Rede de Solidariedade Fórum de Mulheres de Pernambuco 👭🏽

Os recursos irão para mulheres do Fórum de Mulheres de Pernambuco de todo o Estado com as necessidades básicas de alimentos, material de limpeza, material de higiene pessoal e álcool em gel e remédios das mulheres que precisam. A maioria dessas defensoras de direitos humanos são trabalhadoras informais e chefes de família.
Contato: (81) 9.9161-4646 (Heloína)

Para doações segue o link da vakinha online: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/acoes-de-solidariedade-do-forum-de-mulheres-de-pernambuco <<<
Mais informações acesse: https://www.instagram.com/forumdemulherespe/ <<<

👩🏿‍🦱👩🏾‍🦰 Casa da Mulher do Nordeste 👱🏾‍♀️👵🏿

Milhares de mulheres são chefes de família e vivem do trabalho informal e também da agricultura familiar. Com o isolamento social para o enfrentamento ao coronavírus, a vida dessas mulheres se tornou ainda mais difícil. São muitas que já estão com dificuldades de ter alimento na mesa, e é urgente o nosso apoio. É por isso que a Casa da Mulher do Nordeste lança esta campanha solidária e de ação emergencial para levar esperança para mulheres da periferia do Recife e do Sertão do Pajeú.

🤲🏽Em tempos tão árduos, quem doa ajuda uma família a viver. A campanha será destinada para a compra de alimentos e produtos de higiene na confecção de cestas básicas que serão distribuídas para as mulheres em situação de vulnerabilidade social. São mulheres que fazem parte de projetos em que a CMN atua, como Passarinho, Córrego do Euclides e Totó na Região Metropolitana do Recife e também em comunidades rurais do Sertão do Pajeú. É hora de nos unirmos para enfrentar esse momento de crise.

Você pode doar através das contas:
➡️Banco Bradesco >> Agência 1230-0 e C/c 838-9
➡️Banco do Brasil >> Agência 0570-3 e C/c 11.129-5
➡️Paypal >> https://bit.ly/2XwZTBt

Mais informações no site: www.casadamulherdonordeste.org.br <<<

💜Precisamos de seu apoio e de seu gesto de solidariedade para salvar vidas.

#solidariedade #afometempressa #cestasbásicas #quarentena #coronavirus

👭🏽 Liberta Elas 👭🏽

Para as mais de 800 mil pessoas encarceradas no Brasil, o cenário do COVID-19 é extremamente perverso. Essas pessoas encontram-se em unidades prisionais insalubres, superlotadas e com condições mínimas de higiene. A situação é tão extrema que as pessoas presas têm trinta vezes mais chances de desenvolver tuberculose do que as pessoas em liberdade. Assim, o Covid-19 encontra nas prisões um terreno muito propício para fazer vítimas fatais rapidamente. ⁣As mulheres encarceradas não foram condenadas à morte. Ajude o Liberta Elas a comprar kits de limpeza e higiene pessoal para as 411 mulheres que estão na Colônia Penal Feminina de Abreu e Lima (CPFAL). ⁣

Colabore com a campanha através link: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/nossa-sentenca-nao-e-a-morte-saude-nas-prisoes-tambem-importa <<<

🏡 Movimento dos Trabalhadores Sem Teto 🏡

O MTST lançou no início da pandemia a campanha de arrecadação para o Fundo de emergência para Sem-Tetos afetados pelo coronavírus. “Com o aumento do número de casos confirmados, avanço da epidemia para mais cidades em todo Brasil e o avanço também para a periferia, mantemos nossa campanha em caráter permanente até o fim da crise para ajudar continuamente famílias das periferias de todo Brasil, pessoas em situação de rua e quem mais precisar”. Até o momento a campanha já ajudou mais de 14500 pessoas em 11 estados brasileiros.

Acesso o link e colabore: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajude-os-sem-teto-a-enfrentar-o-coronavirus <<<

Em Pernambuco, o MTST tem promovido o leilão #VidaAcimadoLucro, em parceria com artistas locais que doarando total ou parcialmente suas obras para arrecadar recursos para a compra de alimento e materiais de higiene para serem distribuídos para as famílias das ocupações. As doações tem permitido que o movimento leve um pouco de alegria e esperança para as crianças, que receberam no último domingo, ovos de páscoa. 

Acompanhe as ações e saiba quais obras estão disponíveis para dar lances. Contribua! https://www.instagram.com/p/B-saaqpHZWq/ <<<

🍅 Armazém do Campo – MST Pernambuco 🥕

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra e a Frente Brasil Popular organizam em Recife a campanha Mãos Solidárias, que tem dado assistência à população em situação de rua, moradores de áreas empobrecidas e pessoas em situação de risco que vivem no Centro da cidade. A iniciativa tem distribuído refeições através da campanha Marmita Solidária, o que tem garantido a sobrevivência daquelas e daqueles que não tem nada para comer durante a pandemia. O Mãos Solidárias tem convocado pessoas para serem voluntárias e contribuir na feitura das refeições, na montagem e distribuição de cestas básicas, pessoas que possam confeccionar máscaras para serem distribuídas à população de rua, profissionais da saúde para contribuir com orientações de prevenção ao novo coronavírus, e comunicadoras/es para contribuir na divulgação das ações. O Mãos Solidárias está recebendo doações em dinheiro para quem não pode contribuir presencialmente, possa ajudar com a continuidade da iniciativa. 

Seja uma mão solidária você também! Doe!

Para doações em dinheiro, você pode usar a conta a seguir:

Associação da Juventude Camponesa Nordestina

Banco do Brasil

Agência: 0697- 1 RECIFE

Conta Corrente: 58892 – X (Em caso de outros bancos, trocar o X pelo 0 em operações TED ou DOC)

CNPJ: 09.423.270/0001 – 80

Mais informações acesse: https://www.instagram.com/p/B-0VPiAHNAb/ <<<

👨‍👨‍👧‍👧 Comunidade 15 de novembro – ocupação Arthur Lundgren II 

Os recursos irão atender famílias da comunidade com alimentos, material de higiene, luva e álcool em gel. A distribuição será quinzenal. Atenção que tem muitas crianças no local então alimentos para crianças, livros infantis, material para pintar e brinquedos. Pode entrar em contato pra doações financeiras e também de materiais que a equipe vai buscar.

Contato: Marcha Mundial das Mulheres – Núcleo Paulista (81) 9.7901-5507 (Flávia)

Mais informações: https://www.instagram.com/marchamulherespaulista/ <<<

🌱 Gris Espaço Solidário (Várzea, Recife-PE) 🥣

Os recursos irão atender 50 famílias com alimentos não perecíveis, frutas, verduras, material de higiene, luva e álcool, Mas o trabalho não para. Precisamos unir forças para ajudar não apenas as famílias dos Gris, mas também pessoas em situação de rua, pessoas que vivem em ocupações, profissionais autônomas/os que estão sendo diretamente afetados economicamente por esta pandemia

Facebook: Gris.solidário

Instagram: Gris.solidário

Telefone: (81) 9.9766-4791 (Joice Paixão)

🎯 Livroteca brincante do Pina (Pina, Recife-PE) 📚

Ajude a Comunidade do Bode com o enfrentamento à Pandemia do Coronavírus. Arrecadando alimentos, material de higiene e limpeza. Pode doar pela vakinha ou entrar em contato que os voluntários vão pegar na sua casa.

Telefone: (81) 9.8318-2510

Colabore agora com a campanha #CoronaNasPeriferias: http://www.livrotecabrincantedopina.siteo.one/coronanasperiferias

💰 Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores do Comércio Informal – Sintraci 👨‍👨‍👧‍👧

O Sintraci – Sindicato das Trabalhadoras e Trabalhadores do Comércio Informal de Recife –, preocupada com a exposição dessa categoria ao contágio pelo novo vírus, pois sem trabalhar, elas e eles não se sustentam e quanto mais trabalham, mais correm risco de exposição e de vida, lançamos uma campanha de arrecadação de recursos, com a finalidade de suprir o sustento, garantir o isolamento social e a dignidade das famílias enquanto durar a crise.

Colabore aqui: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/comerciantes-informais-do-recife-precisam-da-sua-atencao <<<

💦 Caranguejo Uça – Apoie quem sempre garantiu sua segurança alimentar 🎣

Contribua para garantir a segurança das famílias das pescadoras artesanais da cidade do Recife. A pesca artesanal vive ameaçada pela poluição e pela ausência de políticas públicas, além de ter em sua trajetória o desmonte das instâncias de representatividade. Diante de mais esse contexto de insegurança às pescadoras, a ação Comunitária Caranguejo Uçá tem construído a campanha “Apoie quem sempre garantiu sua segurança alimentar”. “Esta campanha tem como principal objetivo alertar a sociedade sobre a importância dos Territórios Tradicionais Pesqueiro sensibilizando e orientando para a necessidade de apoiar as famílias das pescadoras artesanais, que estejam em condição de necessidade, frente a estes sucessivos impactos, de forma a atuar na prevenção e atendimento às situações emergenciais.

Contribua doando para:

Banco do Brasil

Agência: 1245-9

Conta Corrente: 152495-0

Envie o comprovante para:

(81) 99113-9712 Whatsapp

Mais informações: @caranguejo_uca

💚 Todas Para o Mar – Marisqueiras de Maracaípe 💚

A campanha de alimento para as Marisqueiras tem o objetivo de arrecadar 300 cestas no valor de R$ 55 cada uma, para ajudar 150 famílias com duas cestas durante dois meses, que serão direcionadas às famílias de marisqueiras, artesãs, catadoras de latinhas, ambulantes e trabalhadoras autônomas da baía de MARACAÍPE-PE. 

Acesso o link e doe qualquer quantia: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/campanha-de-alimentos-para-as-mulheres-da-baia-de-maracaipe <<<

🦀 Coletivo Caranguejo Tabaiares Resiste 🦀

Distribuição de kits de alimentação e higiene para os moradores da comunidade.

Para doações:

Clube de Idosos Unidos Venceremos

CNPJ: 05.699.639/0001-20

Banco do Brasil

Agência 1833-3

Conta Poupança 24.332-9

Variação 51

Telefone: (81) 9.8702-2672 – Sarah Marques

– E-mail: caranguejotabaiaresresiste@gmail.com

🤝🏼 Articulação Recife de Luta 👊🏼

A Articulação Recife de Luta lançou ontem uma campanha de arrecadação para atender 400 famílias em 08 territórios de resistência do Recife (50 em cada território). As doações são para montar kits de emergência com alimentos, material de limpeza e de higiene/prevenção. Cada kit custa R$120. Então qualquer valor que geral puder contribuir ajuda MUITO! Nossa meta é arrecadar R$48.000.

Contribua com a vakinha online: http://vaka.me/956633

🙏🏽 Quarentena Solidária (Movimento PE de Paz) 🙏🏽

Mobilização das Igrejas para compra de kits de higiene e alimentação para Situação de População de Rua

Para informações: quarentenasolidariape@gmail.com

👊🏼 Frente Favela Brasil (Coque e Ibura, Recife-PE) ✊🏾

Distribuição de kits alimentação e higiene para pessoas em situação de vulnerabilidade do Coque e do Ibura. Também realiza ações de comunicação popular.

Telefone para mais informações: (81) 9.8789-0790

🤝🏼 Social Artistas Solidários 🤝🏼

A ação vai doar cestas básicas e itens de higiene para famílias mapeadas nas comunidades do Alto Zé do Pinho, Morro da Conceição e Cidade Tabajara, no Recife e em Olinda. Para que esta primeira fase da campanha aconteça, o S.A.S precisa arrecadar o valor de R$ 10.000 (dez mil reais) para a compra das cestas básicas e itens de higiene. Tudo será comprado nas próprias comunidades, para fazer a economia local girar.

Doações:

Federação de Órgãos Para Assistência Social e Educacional (FASE)

CNPJ: 033.700.956/0002-36

Banco: Banco do Brasil

Agência: 0697-1

Conta corrente: 57.695-6

Mais informações: https://www.instagram.com/sascampanha/

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