Brasília vive semana histórica de luta e resistência das mulheres

Marcha das Mulheres Indígenas e Marcha das Margaridas foram seguidas do lançamento da Frente Parlamentar Feminista Antirracista

Marcha das Mulheres Indígenas e Marcha das Margaridas foram seguidas do lançamento da Frente Parlamentar Feminista Antirracista

Cem mil trabalhadoras brasileiras tomaram as ruas de Brasília em Marcha para lutar pela democracia e pela soberania popular.

Em tom de contestação, mulheres indígenas de 113 povos tomaram as ruas de Brasília em defesa dos seus territórios, contra a mineração e o genocídio dos povos originários.

O movimento feminista denuncia que o desmonte do Estado prejudica muito mais aqueles e aquelas que já estão nas posições sociais mais dominadas e exploradas, as mesmas pessoas que são constantemente humilhadas pelo presidente: as mulheres, o povo negro, os indígenas, a população LGBTI, pessoas encarceradas, a classe trabalhadora, desempregada, todo mundo que vive na miséria e todas as que lutam pela democracia

Mesa das Alianças Nacionais entre os movimentos de mulheres no I Fórum de Mulheres Indígenas firmou pacto de lutas em defesa da diversidade das mulheres no Brasil.

Sula Valongueiro, da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), apresentou a história e os desafios da luta contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto no Brasil.

Um amplo conjunto de entidades e organizações representativas do povo brasileiro convoca em caráter de urgência todas as pessoas interessadas na defesa de nosso patrimônio público a se somarem nos dias 4 e 5 de setembro ao Ato e Seminário pela Soberania Nacional e Popular, que acontecerá na Câmara dos/as Deputados/as, em Brasília.

Mércia Alves, educadora do SOS Corpo, levou suas formulações em torno do debate de Direito à Cidade para o II Fórum Nacional BR Cidades, onde destacou a importância do olhar interseccional para se pensar o espaço urbano.

Com 30 anos de existência, o Sistema Único de Saúde (SUS), corre sério risco de não sobreviver em meio a cortes no orçamento, segundo especialistas. Somente em 2019, os cortes podem alcançar um total de R$ 1,5 bilhão. O Sistema foi criado em 1988 pela Constituição Federal Brasileira (CFB), que determina que é dever do Estado garantir saúde a toda a população brasileira, mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.

Na Marcha das Margaridas qualquer tabu acerca desse tema tão importante é quebrado, e a defesa pela autonomia e liberdade sexual das mulheres do campo e da cidade é pautada no debate, na mobilização política que realizam, assim como o combate a todas as formas de violência que se caracterizam nesse e em outros contextos.