A mobilização popular que freou o fascismo: uma análise feminista do resultado eleitoral de 2026
Em artigo publicado pelo SOS Corpo, Natália Cordeiro, educadora e cientista política, analisa o resultado eleitoral de 2026 e os aprendizados políticos da mobilização popular que resultou na reeleição de Luís Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato como Presidente do Brasil

Em artigo publicado pelo SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, Natália Cordeiro, educadora e cientista política, analisa o resultado eleitoral de 2026 e os aprendizados políticos da mobilização popular que resultou na reeleição de Luís Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato como Presidente do Brasil. A reflexão destaca a capacidade de articulação de diferentes sujeitos políticos, nas ruas e nas redes, e a atuação dos movimentos sociais, especialmente do movimento feminista, na disputa eleitoral e no enfrentamento à extrema direita.
A autora chama atenção para a diversidade das formas de mobilização, a dimensão intergeracional da luta e a importância da radicalidade política baseada na vida concreta das pessoas. O artigo também aponta os limites de uma estratégia que desloca a esquerda para o centro e abre mão de suas principais bandeiras de luta, defendendo a importância de falar em feminismo de forma propositiva e fortalecer um projeto político transformador.
Além de refletir sobre o significado dessa vitória para o Brasil e para o enfrentamento à extrema direita na América Latina e no mundo, a publicação apresenta questões fundamentais para o próximo período: como manter a mobilização popular, construir unidade entre os movimentos sociais e fortalecer a organização política? Para o campo feminista, permanecem os desafios de ampliar a luta pelo aborto legal, pelo fim da violência contra as mulheres e pela justa divisão do trabalho reprodutivo.
Natália chama a atenção para a continuidade da mobilização, que depende de reflexão, organização e articulação política. A vitória demonstra que o pior não é inevitável, mas a construção de outros futuros exige trabalho coletivo e responsabilidade histórica dos sujeitos políticos que estão dispostos a lutar.



