Trabalho Reprodutivo e Produtivo: o tempo e cotidiano das mulheres
Em seu novo artigo, a pesquisadora do SOS Corpo, Maria Betânia Ávila, dialoga sobre como tempo das mulheres é roubado pelo sistema capitalista e sobre a importância do fim da escala de trabalho 6x1

O 1º de maio é o Dia Mundial dos e das Trabalhadores e Trabalhadoras e nós, do SOS Corpo – Instituto Feminista para a Democracia, lançamos o mais novo artigo de Maria Betânia Ávila. O texto dialoga com uma das mais antigas lutas da classe trabalhadora: a luta pelo tempo; a luta contra as jornadas exaustivas e por mais direitos.
No mundo do trabalho, a desigualdade é decorrente da divisão sexual/gênero do trabalho e também nas divisões de raça e de classe. Essas divisões são estruturantes das relações sociais e aparecem de forma direta e material no cotidiano das mulheres. Quando falamos de cotidiano, estamos falando do tempo em que a vida acontece. E vivemos um momento do mundo onde o tempo está em constate disputa, no mundo do trabalho mas em todas as esferas da vida.
Que toda a sociedade está trabalhando mais e em empregos mais precários sabemos, mas como é para as mulheres? As mulheres vivem um regime de trabalho intermitente, exaustivo e simultâneo, graças a divisão sexual do trabalho somos nós, mulheres, que somos majoritariamente responsáveis pelo trabalho reprodutivo (ou seja, de reprodução do mundo), que sequer é considerado enquanto trabalho, é invisibilizado e desvalorizado.



