Entre os dias 31 de agosto a 03 de setembro, o SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia realiza a segunda edição do Curso Nacional Espiral Feminista, que vai debater o contexto de emergência democrática no Brasil e na América Latina.

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Neste 8 de março de 2022, Dia Internacional de Luta das Mulheres, expressão da organização e luta feminista ao longo da história, nós do SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia, nos manifestamos em defesa da ação política feminista para enfrentar o patriarcado racista capitalista, sistemas sangrentos que nos violam, nos matam e precarizam as vidas de nós mulheres! 

Como uma série de explosões em cadeia, em apenas uma semana centenas de denúncias sobre situações de violência de gênero surgiram em diferentes esferas da cultura, política, academia e trabalho. Somos milhares, estamos unidas e eles não terão mais o conforto do nosso silêncio.

Pesquisadores e acadêmicas destacaram que, na base da pandemia do covid-19, encontra-se a extensão incontrolada e exponencial do modo de vida capitalista industrial por todo o mundo. Analisar a causas é importante para compreender onde estão os problemas e orientar as saídas tendentes e prevenir outras pandemias.

A pandemia deixa transparecer os danos causados pelo extrativismo nos países da América Latina. Neste tempo incerto e complexo, evidenciam-se a prepotência, o predomínio do capital sobre a vida e os efeitos da destruição das capacidades produtivas não depredadoras.

O Paraguai, como em outros países da América Latina, ainda está longe de ter políticas de proteção social para quem trabalha com arte e cultura – um dos setores mais afetados pela pandemia – mas também para a população em geral. O cenário se torna muito mais complicado para as mulheres de arte, cujas tarefas são agravadas pela carga de cuidados. Neste contexto de crise, todos os dias eles iniciam sua criatividade para enfrentar o duplo desafio de garantir seus meios de subsistência e continuar fazendo arte.

A representação política e seus mecanismos estão radicalmente afetados pela pandemia: alguns parlamentos da região se reúnem de forma virtual, os compromissos eleitorais do primeiro quadrimestre de 2020 são atrasados, as ações das autoridades são questionadas e há até demissões por causa da pandemia.