Dia Internacional de Luta das Mulheres não pôde, em 2021, ser de multidões. Mas saímos às ruas e redes, em todo o Brasil, para exigir, durante a pandemia, a volta do auxílio emergencial, vacinas para todos e o fim urgente do governo genocida.

Este ano não vamos as ruas, mas estamos tomando as redes! Em Recife, a articulação de movimentos feministas realiza ação virtual às 19h para marcar este 8 de MARÇO, Dia Internacional de Luta das Mulheres. LEIAM O NOSSO MANIFESTO! #ForaBolsonaroEMourão

Já que a pandemia do coronavírus e o pandemônio do governo Bolsonaro/Mourão nos impede de estar ocupando as ruas, as organizações, movimentos, coletivos e redes feministas estão promovendo ao longo do dia, ações virtuais que marcam este dia de luta! Eles tentam, mas não podem nos silenciar!

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A Articulação de Mulheres Brasileiras lança neste 8 de março de 2021 um manifesto de denúncia e de enfrentamento ao descaso do governo Bolsonaro/Mourão, que por omissão, tem ampliado as desigualdades sociais, as condições precárias da vida de milhões de mulheres e suas famílias em todo o país. #FORABOLSONAROEMOURÃO #8M2021

Somos sujeitos da nossa própria emancipação. Não estamos confrontando pessoas, mas um sistema falido. O feminismo é mais que uma organização de classe contra o capitalismo, o feminismo através da demanda de reorganização profunda e complexa das relações públicas e privadas, de trabalho e de afeto, relações pessoais e coletivas, propõe um caminhar consciente para um novo sistema de relações sem dominação, sem exploração, não somente para nós mulheres, mas para todas as pessoas.

O 8 de março vai ser a primeira grande manifestação nacional contra o governo de Bolsonaro. Em todas as regiões, as brasileiras estão se organizando há meses para realizar marchas, protestos e até mesmo carnavais pela democracia, por direitos e por justiça para Marielle Franco, ex-vereadora do Psol, executada na região central do Rio de Janeiro há quase um ano, 14 de março de 2018. Há consenso forte nos estados sobre a importância de denunciar o aumento do feminicídio, principalmente entre as mulheres negras, o aumento dos crimes de ódio, entre eles o racismo e a lgbtfobia, além do fascismo e da permissividade em relação às violências sociais cotidianas.