“Esse corpo feminista indígena é um corpo que está para a luta coletiva”

Elisa Pankararu, da Articulação do Povos e Organizações Indígenas do Nordeste, Minas Gerais e do Espírito Santo – APOINME, esteve presente no curso Caleidoscópio e teceu reflexões sobre a experiência indígena no enfrentamento ao racismo.

“Esse corpo feminista indígena é um corpo que está para a luta coletiva. Para a luta do seu território, para a luta por uma saúde e uma educação específica. A luta por uma medicina tradicional. Mas é um feminismo que também acolhe os outros feminismos. Estamos numa luta contra o patriarcado e contra a mazela. Esse corpo é um corpo coletivo.”

Para fortalecer o debate de se priorizar a luta antirracista dentro do feminismo, a professora Elisa Pankararu centrou sua fala para a despatriarcalização e descolonização das perspectivas durante sua participação no curso Caleidoscópio – Corpos Livres, Estado Laico. Elisa trouxe importantes contribuições do feminismo comunitário ao espaço Drops de Saberes – reflexões e ação política das mulheres na comunicação, trabalho e direitos sexuais e reprodutivos, ocorrido no dia no último 12 de julho.

Localizando sua fala desde o seu lugar de mulher indígena da etnia Pankararu, Elisa teceu reflexões que colocaram a importância da experiência das populações indígenas, dos saberes tradicionais e das organizações matriarcais de grandes lideranças de mulheres indígenas no questionamento ao atual modelo de sociedade em que vivemos, que prioriza uma identidade e extermina e gera mazelas àquelas que não se encaixam nele.

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Next Post

Quilombo Conceição das Crioulas: Mulheres Negras na linha de frente

seg jul 29 , 2019
Comunidade que tem seu surgimento no início do século XIX, Conceição das Crioulas é referência na organização da luta popular através da liderança das mulheres negras.