Começou nesta quinta-feira 12 de agosto e segue até o domingo, 15, o XII Congresso Nacional das Trabalhadoras Domésticas, que este ano tem como tema “Trabalhadoras Domésticas em Movimento-Luta e Resistência em Contexto de Pandemia e Trabalho Escravo”.

Hoje é Dia da Trabalhadora Doméstica e, pela segunda vez, a data acontece em meio à crise da covid-19 no Brasil. Para Luiza Batista, presidente da Fenatrad (Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas), não há o que comemorar: a categoria, formada principalmente por mulheres negras, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), é uma das mais afetadas pela pandemia.

De acordo com a PNAD Contínua do IBGE do 2º trimestre (abril, maio e junho), no Brasil, o número de trabalhadores domésticos formais que ficaram desempregados foi de 4, 33 milhões, o equivalente a 72,53% da categoria das trabalhadoras domésticas

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As cada vez mais precarizadas condições de trabalho e as experiências das trabalhadoras domésticas durante a pandemia foram os motes que conduziram o diálogo entre Chirlene do Santos (Sintrad/PB) e Verônica Ferreira (SOS Corpo), na segunda noite do ciclo de debates Diálogos Impertinentes. Clique para saber como foi!

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Atividade que estreou na última quarta-feira (14), primeira noite do Diálogos Impertinentes teve Creuza Oliveira e Maria Betânia Ávila abordando as desigualdades históricas que formam a sociedade brasileira e o movimento político de organização das trabalhadoras domésticas que lutam há 80 anos em defesa de seus direitos

Com as presenças confirmadas da presidenta do Sindicato dos Trabalhadores Domésticos da Bahia, Creuza Oliveira, e da pesquisadora do SOS Corpo, Maria Betânia Ávila, o primeiro dia de Diálogos discutirá questões em torno da organização das trabalhadoras domésticas e sobre as dinâmicas que conformam o trabalho doméstico no Brasil

Nos dias 14, 21 e 28 de outubro, o SOS Corpo realiza debates, com transmissão pela internet, para discutir as contradições do trabalho doméstico, as conquistas e as lutas da organização das trabalhadoras domésticas no Brasil. Anota na agenda para não perder!

A situação das trabalhadoras domésticas na América Latina e no Caribe foi sempre precária, vulnerável e esquecida. Entretanto, com a pandemia, seu trabalho cobrou mais relevância do que nunca nesse setor da economia que emprega uma importante proporção de mulheres na região.