Dentro de cada indígena há muita espiritualidade. “Viemos da terra. A força da natureza faz valer cada palavra das mulheres indígenas, anciãs, avós e de cada povo. Quando fere nosso território fere nosso corpo, fere nosso espírito”

O feminismo e auto-organização entre mulheres é essencial para combater o fanatismo religioso. Precisamos opor ao fundamentalismo nossas experiências feministas de transformação feita por mulheres que criam territórios de resistência e empatia, que criam territórios de solidariedade e proteção.

Tire os fundamentalismos do caminho é uma campanha lançada por organizações feministas e entidades religiosas – cristãs, afro-brasileiras e indígenas para conter os efeitos nefastos do fundamentalismo religioso.

Integrante da rede que protegeu a garota capixaba conta: movimento feminista e médico corajoso foram cruciais para garantir o direito à interrupção da gravidez. Mas para avançar, é preciso batalha cultural contra o fundamentalismo. Escute Silvia Camurça em entrevista a Gabriela Leite, no Tibungo

São vários fundamentalismos, é um fundamentalismo que tem a sua matriz religiosa mas que também é político, que também eh econômico, que também é racista e é patriarcal.

Se é contra a vida de meninas e de nós mulheres que esse projeto fundamentalista se coloca, nós nessa campanha e nesta aliança queremos reafirmar, que é pela vida das mulheres.

Priorizar o desenvolvimento fetal no lugar da autonomia, integridade e bem estar infantil, não pode ser considerado como nada menos do que tortura autorizada pelo Estado. Leia nota da Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto