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Mulheres acumulam tarefas pelo cuidado da família e da casa — e ficam mais expostas à violência doméstica. Crise sanitária é ainda pior para negras e pobres. Movimento feminista, em ascensão, pode cumprir papel importante.

Com a decisão de fechamento do serviço de referência para atendimento a mulheres vítimas de violência sexual para realização do aborto legal, é a vida das mulheres que está em jogo. São sobretudo mulheres empobrecidas, negras e periféricas que tem mais uma vez seus direitos violados.

Com a intensificação dos casos do novo coronavírus em Pernambuco e o início da transmissão sustentada no Estado, a Articulação Recife de Luta vem a público cobrar ações efetivas do Governo do Estado frente ao desabastecimento de água imposto de forma contínua às populações das favelas e bairros de baixa renda na cidade do Recife e na Região Metropolitana.

A questão é que a “conscientização” almejada institucionalmente sobre o tema não tem como base nenhum conhecimento, mas ideologia: a velha ideologia patriarcal fundamentalista religiosa e cisheteronormativa em que mulher boa é mulher submissa.

Em entrevista ao SOS Corpo, Amanda Palha, ativista travesti e militante pelos direitos humanos, apresenta seu ponto de vista sobre os desafios da luta pela visibilidade trans e as contribuições que o transfeminismo pode dar às lutas dos movimentos sociais para a superação dos sistemas que nos oprimem.

Trinta anos se passaram desde o retorno da democracia no Chile. Não é menos tempo para que os vestígios de uma das ditaduras mais violentas da humanidade ficassem para um nunca mais e se construísse uma institucionalidade pública justa e equitativa, e – sobretudo – se restaurassem os direitos fundamentais que foram privatizados.

Nós, que acreditamos na liberdade, como nos incita Ella Baker, entendemos que o caminho para ela deve ser feito com luta e o artivismo é um instrumento de força para que ela se amplie. Leia a mensagem do SOS Corpo para 2020! Estaremos de Recesso de 20 12 à 13 de janeiro de 2020.

Por Carla Batista – Projetos de lei pedem modificar a Lei Maria da Penha (LMP). Apresentados “a rodo” no Congresso Nacional, pretendem inibir a violência contra as mulheres, como se o problema estivesse na Lei e não nos limites à sua implementação.

Onze horas de trabalho e três no ônibus. R$ 400 de renda. Trabalho como ambulante, sob o sol e sem direitos. Desemprego, informalidade recorde e contrarreforma trabalhista obrigam 104 milhões de brasileiros a ser mais precários que nunca.