14° Encuentro Feminista
Latinoamericano y del Caribe
Por primera vez desde que se hacen los Encuentros Feministas Latinoamericanos y del Caribe (EFLAC), Montevideo fue sede y recibió a 2.200 feministas provenientes de más de 30 países entre el 23 y el 25 de noviembre. Para una ciudad con menos de 1,4 millones de personas, el aumento de población se hizo notar


Mujeres latinoamericanas y caribeñas contra la violencia machista
Las calles de Montevideo vibraron bajo los pasos de miles de personas que marcharon, el 25 de noviembre, por el Día Mundial de Lucha Contra la Violencia hacia las Mujeres. Los tambores de las compañeras brasileñas se sumaron a los de la comparsa uruguaya de mujeres La Melaza con la consigna de “No matar más” .
Con gritos y carteles de “¡América Latina va a ser toda feminista!”, “Feminismo contra el racismo, contra el capital y contra el neoliberalismo”, “Aborto legal, seguro y libre”, “Justicia por Brissa”, “No más patriarcado”, “El machismo mata”, “Ni las mujeres ni la tierra somos territorio de conquista”, “Ni Una Menos” e incontables consignas más, las voces de las mujeres latinoamericanas y caribeñas se hicieron escuchar.
Cantando, bailando y gritando con toda la potencia que les permitían sus cuerpos, las integrantes del EFLAC y una multitud de personas que las acompañaban se concentraron en la explanada de la Universidad de la República y recorrieron las casi diez cuadras que la separan de la Intendencia de Montevideo. Llegaron a 18 de Julio y Ejido con un sinfín de colores, carteles, globos y batucada. Allí se reunieron con las personas que habían participado en la marcha de Mujeres de Negro, una organización uruguaya que todos los años hace una performance contra la violencia hacia las mujeres el 25 de noviembre.
Los tambores de las compañeras brasileñas se sumaron a los de la comparsa de mujeres La Melaza con la consigna de “No matar más” y en silencio escucharon un mensaje de Minou Tavarez Mirabal, hija y sobrina de las hermanas dominicanas asesinadas el 25 de noviembre de 1960 por la dictadura de Trujillo.
“La realidad de nuestra región y del mundo sigue siendo una en la que la violencia no cesa, en que las agresiones y asesinatos de mujeres aparecen a diario en los medios de comunicación de manera tan frecuente que empiezan a asumirse como algo inevitable. Pero no hay nada de inevitable ni de fatal en la violencia de género, y lo cierto es que no se está haciendo todo lo posible por prevenirla y combatirla”, acusó Tavarez Mirabal. “La construcción cultural de la violencia contra las mujeres está cimentada en el poder patriarcal, que otorga supremacía masculina a los hombres contra las mujeres, fuertemente arraigada en nuestras sociedades”.
“El hombre que golpea a su pareja, que viola a su hija, nieta, hermana, que acosa sexualmente a su compañera de trabajo, que persigue y mata a su ex esposa, ex novia, que agrede verbalmente a cualquier mujer, de una u otra manera, expresa la idea de propiedad y el control que sobre las mujeres quieren ejercer los hombres”, continuó. “Ese modelo de masculinidad machista, hegemónico, enseña a los varones que son dueños de las mujeres y de sus hijos e hijas, que la sexualidad es un trofeo a alcanzar, que las relaciones sexuales son hazañas y proezas de las que se puede alardear. Es un modelo de sexualidad extractivo, deshumanizado, que presiona a los varones a demostrar una y otra vez que son viriles, potentes y heterosexuales. ¡Ese y no otro es el que se expresa y se auto sustenta como violencia en las violaciones callejeras, las violaciones masivas y cruentas, las violaciones como armas de guerra, el abuso sexual intrafamiliar, la trata y explotación sexual o el acoso sexual callejero!”.
Y puso en palabras los pensamientos de todas: “Marchamos porque no es posible que vivamos en sociedades que toleren que los matrimonios forzados, la maternidad forzada, el aborto forzado y el aborto prohibido, las violaciones correctivas y la trata de mujeres (en especial de mujeres trans, indígenas y afro descendientes) sigan en aumento. Marchamos, caminamos, gritamos que ¡ya basta de violencia machista, que ya basta de violencia heteronormativa, que ya basta de crímenes de poder!”.
Foto: Sandra Centeno Montoya
Mais que diversas, desiguais
Os feminismos da América Latina tem contribuído para alargar o sentido da democracia, criticando radicalmente o discurso liberal e midiático que coloca todas as mulheres em pé de igualdade, caracterizando as feministas como sujeitas empoderadas num mundo onde basta empreender para ganhar espaço, poder e voz.
O Encontro Feminista da América Latina e do Caribe é uma iniciativa que confronta esse discurso e desde seus primórdios promove articulações entre sujeitas, organizações e movimentos para dialogar sobre como o feminismo pode responder, resistir e transformar as estruturas da sociedade capitalista racista e patriarcal. Esse ano, entretanto, pautar a diversidade sem dispersão colocou no centro dos debates o enfrentamento do racismo.
Diversas, mas não dispersas, tema do 14EflacUruguay, não se refletiu em confluências ou diálogos interraciais para fortalecimento da luta antirracista na América Latina. Essa crítica foi consensual entre as muitas mulheres negras/afro latinas, poucas indígenas e poucas brancas e ou não negras presentes na Assembleia que discutiu por dois dias a questão do enfrentamento ao racismo e privilégios da branquitude. As desigualdades entre mulheres brancas, negras e indígenas ainda não estão sendo enfrentadas de maneira coletiva, foi a conclusão do grupo de reflexão que contou com a participação de mais de 100 mulheres de todas as partes do continente.
Os golpes às democracias latinas, os discursos fascistas das igrejas neopentecostais, a guerra às drogas, o agronegócio e outras multinacionais avançam principalmente sobre a vida da população negra e povos indígenas. O grande capital por um lado promove o extermínio dessas populações ao impor às nações latinas uma política neoliberal de austeridade econômica, ou seja, controle de gastos públicos sociais, como saúde, educação e previdência, entregando à morte os que precisam desses serviços públicos.
Assim o racismo estrutura o capitalismo: vale mais garantir que os grandes empresários não irão ter prejuízos do que preservar a vida da população negra e indígena.
Por outro lado, este mesmo mercado que valoriza e promove segregação como segmentação comercial, aproveita-se do momento de valorização cultural da estética negra para se apropriar de elementos ancestrais de uma etnia e gerar vendas e lucro. Isso é um reflexo da coisificação da cultura negra e tem reflexo principalmente nos corpos das mulheres negras. Esse processo de coisificação, iniciado com a escravização à qual foram submetidas as populações sequestradas da África e trazidas às Américas como mercadorias, tem consequências materiais e subjetivas devastadoras na vida das mulheres.
Por isso o documento final da Assembleia relata que “os feminismos afro-latinos, de mulheres negras, os feminismos indígenas, os feminismos lésbicos e transexuais estão aportando a ampliação das democracias e das cidadanias a partir de práticas concretas e da produção de conhecimentos que abrangem as experiências de viver o racismo e a discriminação”. Como espaço para construção de estratégias coletivas estava esvaziado de mulheres não negras, a filosofia “nós por nós mesmas” se fortalece. Essas mulheres afrodescendentes e indígenas estão construindo entre elas feminismos antirracista que são reflexos das consequências diretas do racismo, discriminações e opressões que enfrentam cotidianamente em suas vidas e estruturam as relações sociais. Elas estão auto-organizadas e avançando em estratégias de financiamento de projetos com objetivos de transformar o sistema, garantir direitos e preservar suas vidas.
As pouquíssimas mulheres brancas presentes reconheceram que é preciso bem mais que o incômodo com as práticas racistas. Para a ativista da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB),com Schuma Schumaher, é preciso primeiro reconhecer que a branquitude, uma construção sócio histórica produzida pela ideia falaciosa de superioridade racial branca, provoca uma zona de conforto, um lugar constante de privilégio social, material ou simbólico. Por isso, para mudar as estruturas de desigualdade e opressão é preciso não apenas reconhecer que o racismo estrutura o sistema capitalista e patriarcal, mas é preciso reconhecimento das desigualdades entre negras e não-negras e para democratizar as relações no interior do movimento feminista e redistribuição de poder e recursos na sociedade como um todo.
O pronunciamento final feito pela representante da organização brasileira Criola, Lúcia Xavier, que coordenou, junto com Schuma Schumaher, os dois dias de Plenária, indicou como conclusão do grupo que “é necessário que o feminismo se assuma anti-racista, descolonize-se, enegreça-se e se transgenerize”
Baixe o boletim especial com a cobertura das pautas raciais produzido pela organização brasileira Geledés : https://goo.gl/NxAE14
Os nomes do feminismo
A discussão da Assembleia intitulada “Os nomes do feminismo” foi aberta pela brasileira militante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) Betânia Ávila demarcando o feminismo como um movimento em movimento permanente, cujas divergências internas não se dão apenas a partir das diversidades mas também das desigualdades entre mulheres.
O movimento feminista é um movimento no qual não há um centro de decisão, mas que depende de articulação de seus vários segmentos para construir ações comuns de confronto com as contradições que o cercam e no seu interior.

Democracias ameaçadas na América Latina
As mulheres são constantemente mais empobrecidas, em especial as negras e indígenas, vivendo sob aprofundamento das violências políticas sexuais e da violação de nossos corpos. Exemplos do México, Guatemala, Honduras, Nicarágua, entre outros, demonstraram como esta análise está sendo feita pelo movimento feminista em todo o continente. Muitos desafios estão colocados para nosso movimento, mas o principal é seguir lutando para manter as conquistas históricas do movimento social, territorialização das lutas, e seguir nessa resistência de maneira articuladas na América Latina e Caribe.

“Em todos os países latinos se repete o mesmo padrão. A perda de direitos significa que os Estados estão à serviço da dominação. Isso implica em que as pessoas não podem se apropriar nem dos seus corpos, nem dos seus destinos. Nós feministas não nos contentamos com um sistema assim, por isso temos que lutar contra ele.”

Democracia, Estado laico e fundamentalismo
O debate se deu em torno da pergunta proposta “Como construímos Estados não patriarcais e fortalecemos a democracia paritária na América Latina e Caribe? No atual contexto em que vivemos, a proposta do estado laico está em disputa, os golpes começados em Honduras, seguidos por Paraguai e Brasil, e os seguintes retrocessos na Colômbia, Equador, Argentina e outros provocam revisões de estratégias antigas, elaboração e pactuação de novas estratégias para resistir.

Autonomia e Poder: dilemas e desafios
O debate abordou os desafios da busca por paridade e as pautas relacionadas à autonomia das mulheres nos espaços representação política institucional. Foram ressaltadas as diferenças na luta por autonomia centrada numa perspectiva crítica da luta feminista que demanda direitos em diálogo com as instituições, o estado e as políticas públicas, daquela que se pauta numa luta mais autonomista do movimento.
Autonomia significa conectar-se consigo mesma. De que maneira queremos exercer nossa autonomia como seres sociais? Para que queremos exercer o poder? Como queremos exercer? Queremos um poder em conjunto! Uma palavra chave para autonomia é partilha!
A consigna Diversas, Pero no Dispersas é uma aposta na construção dos feminismos a partir dessa diversidade, reconhecendo nossas diversas lutas. O sentido de autonomia para os povos indígenas, por exemplo, dialoga com as perspectivas mais horizontais e faz referência a um feminismo desde e para nossos corpos. Autonomia é um ideal muito distante na vida cotidiana das mulheres nas comunidades. Nas comunidades brasileiras, as mulheres são muitas vezes dominadas por seus maridos e pais… para sermos autônomas temos de lutar dentro de nossas comunidades para acessar conhecimento e dialogar com as demais mulheres. Construir autonomia é lutar e conversar com mulheres nas comunidades! Neste sentido, a construção de uma proposta política autonomista deve dar mais visibilidade às vivências das mulheres indígenas em seus territórios, que não são valorizadas nas pautas feministas mais amplas. Os espaços feministas seguem em dívida com as indígenas campesinas, pois as práticas políticas tradicionais, muitas vezes classistas, não permitem a participação dessas mulheres e, portanto, não incluem suas demandas.
Parte da proposta autonomista é dizer com quem queremos estar, com quem queremos debater política. Antes pensávamos que autonomia era a transformação do sistema político, mas autonomia também é a capacidade de fazer política a partir de nós mesmas e para nós mesmas. Que propostas de transformação partem de nós para nós mesmas? Temos uma capacidade de nos organizarmos em nossa diversidade, desde as opressões que sentimos (do patriarcado, das igrejas…) para um projeto autônomo de poder que seja nosso.
Vivemos um momento político importante agora, com novas eleições, mas o estado capitalista patriarcal segue nos oprimindo, com tantas formas de controle sobre nossas vidas que se refletem nas taxas de violência e feminicídio muito altas. Queremos nos organizar e fazer mudanças desde baixo, com uma perspectiva coletiva para dessa forma construir nossa autonomia. Não acreditamos no poder institucionalizado, patriarcal e opressor. A participação das mulheres nos movimentos nos diz que temos de ampliar e transformar a forma de se fazer política. Ir além do debate sobre paridade institucional que não inclui todas as mulheres em sua diversidade. Temos que construir espaços de auto-gestão onde nos sentimos todas incluídas.
Foto: Mariana Medina
Alianças para nova greve de mulheres no 8M
Houve um esforço de militantes feministas para neste 14 Eflac articular diversos países rumo a um entendimento sobre o conceito de que o dia internacional das mulheres deve ser marcado por uma greve internacional unificada em torno do trabalho produtivo e reprodutivo das mulheres.
¿Cómo sería una ciudad feminista?
El taller “Nuestros cuerpos, nuestros barrios, nuestros territorios” lanzó la pregunta y hubo debates, reflexiones y propuestas sobre el derecho de las mujeres a la ciudad, tema que estuvo presente con fuerza en diversos espacios del 14° Encuentro Feminista Latinoamericano y del Caribe (EFLAC). Los colectivos que articularon el taller fueron Ciscsa (Argentina), Redeh (Brasil), Sos Corpo (Brasil), Red Mujer y Hábitat, Luna Creciente (Ecuador), Secretaría de Mujeres de la União nacional por Moradia Popular UNMP e União dos movimentos de moradia da grande São Paulo e interior UNIP, Fundación Guatemala (Guatemala), Colectiva Feminista (El Salvador) y la Comisión Hábitat y Géneros (Habitar Argentina).
“Imagínense que sucede algo y en la faz de la tierra sólo quedan personas feministas con la tarea de formar una ciudad ¿Cómo la construiríamos?”. Con esa consigna, en el taller “Nuestros cuerpos, nuestros barrios, nuestros territorios” se pensaron propuestas para la ciudad que nos imaginamos y queremos.
La participación del taller, que se realizó el jueves 23 de noviembre, fue diversa, con mujeres de una gran cantidad de países -Argentina, Uruguay, Colombia, Chile, Ecuador, Brasil, entre otros- y, a la vez, con gran presencia de jóvenes. Convocó la organización argentina Ciscsa, que desde hace 30 años trabaja el tema del derecho a la ciudad de las mujeres.
Este derecho va aumentando su importancia en la agenda feminista. El taller, que estaba previsto para 25 personas, casi triplicó el cupo previsto. Además, el tema ganó reconocimiento y fue un Eje específico –el número 3– de los diez del EFLAC, que llevó el nombre “Violencia urbana: vivienda, movilidad”.
En los grupos que se formaron en el taller, hubo propuestas sobre transporte seguro, cercanía de los servicios, acceso a la tierra y a la vivienda, educación y salud y gestión política de las ciudades. También se habló sobre el modo en que deberían ser las calles y los espacios públicos para que puedan ser vividos por las mujeres.
En el plenario del taller los grupos partieron de dos puntos interesantes y, a la vez, disímiles. Algunos propusieron cambios a las ciudades existentes, como aquellos vinculados al transporte y la iluminación. Sugirieron, además, ideas desde el plano de lo simbólico, como que las calles lleven nombres de activistas mujeres.
También realizaron propuestas sobre ciudades construidas y vividas desde un punto de vista más comunitario, donde los servicios de salud y educación estén cerca, con espacios públicos llenos de vida, habitados por niñas y niños, con música y con salones de usos múltiples que se utilicen como centros de vida social y política. Estos grupos plantearon propuestas de transformación de las ciudades que ya conocemos, cambios que conlleven lazos de vecindad más cercanos y mayor protagonismo de las mujeres.
Otros grupos fueron más allá y pensaron en construir una ciudad desde cero. Hicieron propuestas de ciudades donde las decisiones sean tomadas a través de asambleas, con modos de gobiernos comunitarios y viviendas con espacios de intimidad pero también con espacios donde se puedan contener los cuidados de manera colectiva de niños, niñas, personas ancianas y con necesidades específicas.
En el taller, así como en la Asamblea del Eje 3 del EFLAC, se planteó el tema de ocupar y habitar las calles desde la cultura feminista: sin miedo y sin violencias, y también de noche.
En este contexto, hubo participantes que manifestaron la necesidad de que las calles estuvieran más iluminadas o con mayor tránsito de personas. En cambio, otra fracción se posicionó en la idea de construir una sociedad diferente. “Si es una ciudad feminista, el miedo y la inseguridad no existirían, podríamos circular en cualquier momento, no harían falta luces, la noche sería simplemente otra forma de habitar el lugar sin temores”, se planteó.
La pregunta disparadora del taller sirvió también para reconocer y superar dificultades en la construcción de propuestas que vayan más allá de los remedios que intentan la resolución de problemáticas muy específicas. Se logró, así, correrse de la crítica para imaginar escenarios que incluyan cambios estructurales y profundos y, a partir de ahí, pensar qué es posible y deseable.
La Asamblea que se realizó de manera colectiva para debatir sobre el Eje 3 del EFLAC (“Violencias urbanas: vivienda, movilidad”) dio como resultado un documento en el que se expresa: “Somos las feministas las que podemos aportar a pensar y hacer críticamente los espacios urbanos, para construir el buen vivir en las ciudades, que contribuya a crear territorios más vivibles, territorios para el encuentro, para el placer, que garanticen la sustentabilidad de la vida”.
Los colectivos que articularon el Eje fueron Ciscsa (Argentina), Redeh (Brasil), Sos Corpo (Brasil), Red Mujer y Hábitat, Luna Creciente (Ecuador), Secretaría de Mujeres de la União nacional por Moradia Popular UNMP e União dos movimentos de moradia da grande São Paulo e interior UNIP, Fundación Guatemala (Guatemala), Colectiva Feminista (El Salvador) y la Comisión Hábitat y Géneros (Habitar Argentina).
Feminismo nos espaços virtuais
Uma das ferramentas que possibilitou o crescimento do feminismo foi o universo online. A conexão oferecida através das mídias sociais e aplicativos digitais nos ofertam interatividade, diminuem as distâncias, propiciam espaços de debate e estão ressignificando o conceito de esfera pública.
Outra questão debatida foi sobre a necessidade de dialogarmos mais sobre estas questões e realizarmos momentos presenciais, como oficinas e rodas de conversa sobre o tema. Além da campanha, foi lançada a Guia Prática de Estratégias e Táticas para a Segurança Digital Feminista, publicação eletrônica com o objetivo de proporcionar às mulheres maior autonomia e segurança na internet, apresentando estratégias e táticas de defesa digital para feministas. Os conteúdos são dirigidos para o público de mulheres da América Latina e foram elaborados considerando diferentes mulheres: negras, trans, lésbicas, ativistas/ militantes de movimentos organizados de mulheres ou que atuam individualmente na rede, sendo de periferias urbanas, rurais, com distintos níveis de acesso à tecnologia nas suas abordagens.
Los medios de comunicación y los feminismos, una relación problemática


Más comunicación política para combatir los fundamentalismos
Durante el 14° Encuentro Feminista Latinoamericano y del Caribe uno de los ejes de debate giró en torno a los avances, estrategias y dinámicas de los fundamentalistas en la región. Frente a los riesgos de este fenómeno, se planteó la comunicación política como un espacio a desarrollar para enfrentar la desinformación.

Las viejas también estuvieron en el 14EFLAC
La presencia de 71 mujeres mayores de 70 años hizo evidente que el taller no estaba dirigido a nosotras sino a “la vieja” que no queremos ser, como comentó una de las participantes.

La discriminación al trabajo doméstico
En Guatemala no se ha aprobado el Convenio 189 y las trabajadoras domésticas sufren todo tipo de discriminaciones. En Paraguay el trabajo doméstico ha tenido un gran avance con una ley promulgada en 2015, pero la parte empleadora tiene la obligación de pagar solamente el 60% del salario mínimo legal. En Uruguay se han logrado grandes mejoras, pero las que sufren discriminación son las trabajadoras inmigrantes. En Brasil se han organizado y han salido adelante, pero aún falta mucho.
“El primer desafío que tenemos como feministas es fortalecer la organización de las trabajadoras domésticas”, dijo Lilian Celiberti, de Cotidiano Mujer.