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“Lançamos este manifesto, mobilizadas e organizadas contra as formas de violência econômica que têm se articulado com a violência patriarcal, racista e xenófoba. Queremos condenar todas as formas de violência contra mulheres, travestis, trans, lésbicas, bissexuais e não binárias.”

No Fórum Social Panamazônico, espaço ético-político denunciou graves violações aos territórios e corpos indígenas na região — em especial das mulheres. Em discussão, os ataques cometidos pelos governos do Brasil, Colômbia e Peru.

Centenas de meninas e adolescentes sofrem gravidez forçada em decorrência de estupro e negligência do governo peruano, que as revitimiza e tortura ao impedir que tenham acesso à contracepção oral de emergência (ECC) e ao aborto terapêutico. Durante a quarentena, 786 estupros foram registrados, mas apenas 250 vítimas receberam o Kit de Emergência contendo o AOE.

Isabel Cortez é trabalhadora da limpeza pública e enfrenta diariamente um estado de indiferença, maus tratos, agressões e ameaças. Hoje sua luta se torna mais complexa devido à pandemia de Covid-19. Hoje sua luta fica mais forte.