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Desigualdades de gênero em tempos de pandemia é tema de campanha da AFM

Nas condições excepcionais de confinamento enfrentadas pela pandemia do COVID19, enfrentamos desafios cotidianos para cuidar da vida em meio a emergências, incertezas. Como as mulheres latino-americanas e caribenhas estão vivenciando a situação? Diálogos entre 30 lideranças feministas de diversos países da América Latina foram promovidos pela Articulación Feminista Marcosur, para entender o contexto de cada país, a situação das mulheres a partir de cada organizações participante bem como de suas atuações.

Os diálogos revelaram que a situação das mulheres na América Latina é de falta de reconhecimento das mulheres na tomada de decisões, desigualdade na divisão de tarefas domésticas e aumento da violência doméstica contra mulheres e meninas. Os debates foram subsídio para tração uma campanha alertando para essas desigualdades de gênero acentuadas durante os tempos da pandemia do novo Coronavírus. Uma série de três vídeos está circulando nas redes sociais.

Coordenadora da Articulação e também do SOS Corpo, Verônica Ferreira explica os argumentos principais da campanha. O primeiro vídeo é sobre defender a voz das mulheres nas tomadas de decisão. “Para nós, isso significa luta. Fazer movimento. Fortalecer a força política feminista.”, enfatiza a ativista. “O segundo é sobre violência e chama à importância das mulheres e meninas em situação de vulnerabilidade pedirem ajuda e nos, como movimento, exigir funcionamento dos serviços públicos e fortalecer redes de solidariedade. O terceiro, sobre o trabalho doméstico e a sobrecarga no contexto da pandemia. A divisão do trabalho doméstico como uma necessidade e a divisão sexual do trabalho injusta como uma realidade.”

A campanha foi publicada no site e redes da AFM e do SOS Corpo. Assista:

De acordo com dados das Nações Unidas, as mulheres representam 70% da força de trabalho na primeira linha de atenção à saúde*. São a maioria das que provêm assistência as pessoas, famílias, às comunidades. Devem ser parte ativa na tomada de decisão para controlar esta crise sanitária e social. 70% do trabalho sem poder decidir sobre ele é desigualdade e faz mal à saúde.

O confinamento obriga muitas mulheres, meninas e meninos a conviver com o seu agressor ou abusador. Ficar em casa aumenta sua vulnerabilidade e é um risco para suas vidas. #FiqueEmCasa #MasNãoIsolada

Se sentes medo, não deixes de chamar a tuas amigas, familiares ou a um telefone de serviço público.

Hoje é preciso ficar em casa. Momento ideal para reorganizar-se. Repartir o trabalho doméstico e de cuidados. #FicaEmCasa #NãoComACasaNasTuasCostas