#TodasContra18

 

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Saímos hoje às ruas em resposta à aprovação de um texto que propõe retroceder a legislação atual para proibir a interrupção de gravidez em qualquer caso. Há três semanas, no dia 28 de setembro, gritamos todas juntas pela Legalização do Aborto no Brasil. Já faz tempo que o movimento feminista está nas ruas. Bradamos contra o Estatuto do Nascituro e contra a PL 5069.

Nossos corpos tem sido usado como moeda de troca por toda a história.

Nossa vida é resistir. Juntas hoje fomos milhares. Juntas somos milhões. O Brasil reverberou hoje a indignação de mulheres que se exaltam e rebelam contra a possibilidade de homens criarem leis sobre os seus corpos. Soou nas ruas um grito forte de resistência contra a dominação patriarcal a qual violentamente somos submetidas pelo sistema capitalista e racista. Ressaltamos as críticas ao capital, ao projeto de governo neoliberal, que, para se sustentar, produz o extermínio da população negra. Proibir o aborto é mais uma estratégia racista de controle dos corpos das mulheres negras e da classe trabalhadora.

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O discurso é fascista assim como as práticas. Além da PEC 181, há outras iniciativas tramitando no Congresso e no Senado que apontam para o mesmo discurso ideológico de que as mulheres não tem capacidade moral suficiente para decidir sobre uma gravidez. O movimento feminista, organizado através da Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e Pela Legalização do Aborto, produziu e publicou em agosto um AlertaFeminista sobre as iniciativas fundamentalistas contra os nossos direitos reprodutivos. As militantes organizaram também uma Virada Feminista Online, quando durante mais de 24 horas ocuparam a internet com personalidades e destaques do movimento para ocupar a internet com o assunto. Elas disputam esse espaço e convidaram o Coletivo Intervozes para explicar como a concentração dos meios de comunicação é um obstáculo para a Legalização do Aborto no Brasil.  Como garantir a Legalização do Aborto num país onde a comunicação é dominada por religiosos fundamentalistas?!

Hoje, 13 de novembro, a Frente Nacional, também pensando que o discurso midiático é aliado dessa bancada golpista que usa nossos corpos não apenas como moedas de troca, mas também como veículo de propaganda para gerar lucros, convocou suas militantes a compartilhar comunicação. Assim, reunindo informações postadas pelas próprias militantes nos grupos auto organizados de comunicação e eventos listados, e conteúdo visual divulgado pelo Mídia Ninja, a Frente escreveu uma cobertura especial dos atos que aconteceram no país.

Boletim de Guerrilha

Acessar em PDF aqui: https://goo.gl/oWmGda

 

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Rio de Janeiro “O corpo é nosso, não da bancada moralista”, é o recado da Frente Estadual pela Legalização do Aborto no Rio de Janeiro. O ato começou às 17h da tarde e as feministas vão marchar rumo a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) contra a ideia de que uma mulher deve ser criminalizada por ter realizado um aborto. As cariocas se concentraram em torno da bandeira da Frente , Contra a Criminalização de Mulheres e Pela Legalização do Aborto. A Cinelândia já ficou pequena para a quantidade de mulheres que gritam juntas FORA TEMER.

Elas denunciam que o poder legislativo brasileiro está tomado por uma bancada racista, machista, fundamentalista, violadora-de-direitos que se fortalece através de ataques sórdidos à autonomia das mulheres. Há resistência! Queremos ampliar a legalização do aborto, para que as mulheres parem de morrer. Não vamos deixar que criminalizem nossos corpos e retirem nossas vidas cada vez mais!

Foram mais de cinco mil no Rio de Janeiro. Na cidade governada por um pastor da Igreja Universal do Reino de Deus, Marcelo Crivella (PRB), as feminsitas tiveram de enfrentar a Polícia. O confronto não dispersou as manifestantes. A Alerj foi tomada pelas mulheres!

João Pessoa A PEC 181 coloca a função reprodutiva da mulher acima de sua própria dignidade, isso relativiza o estupro e a visão de que mulheres são gente. As mulheres abortam independente das leis e da vontade dos homens. Além disso, lutar contra o avanço de propostas tão absurdas como essa é essencial para nós mulheres, que buscamos a legalização do aborto por ver a criminalização como algo que coloca a vida, a dignidade e a autonomia das mulheres em questão! É não somente por nossas vidas, mas por nosso direito de escolha! #ForaTemer

Salvador Na capital baiana as mulheres também se mobilizaram no ato na Praça da Piedade, contra a PEC 181.

São Paulo Independente das suas leis, nós abortamos! Isso chama-se auto-determinação reprodutiva. Por mais que corram o risco de morrer ou serem presa, as mulheres continuam abortando. Criminalizar o aborto até mesmo nos casos de risco de morte para a mulher, fetos com má formação ou gravidez decorrente de estupro é um absurdo. Por isso inúmeras guerreiras estão em São Paulo na defesa dos direitos das mulheres. O vão do Museu de Arte de SP lotou de mulheres bradando contra a PEC 181 ao som da batucada feminista.

Nossa querida e poderosa representante no Congresso Nacional, deputada Luiza Erundina também estava presente fortalecendo a nossa luta por um Brasil onde nenhuma mulher seja criminalizado por ter realizado um aborto. Outra guerreira histórica e parceria de longa data na luta pela Legalização no Brasil carregou a faixa durante o ato pela Av. Paulista foi a ministra das Mulheres, Eleonora Mennicucci.

Em Belo Horizonte centenas de mulheres se somaram ao levante feminista. “Boi boi boi, Boi da cara preta, Pega essa PEC e manda pra o Capeta”. Essa e outras PECs estão tramitando no Congresso e no Senado contra os nossos Direitos Reprodutivos. Os parlamentares brasileiros estão usando o corpo das mulheres como moeda de troca na intenção de ganhar votos para aprovar as Reformas Neoliberais do governo golpista.

Recife Os movimentos de mulheres de Recife estão na rua mobilizados contra a PEC 181. Concentraram-se na rua Sete de Setembro na esquina com a Conde da Boa Vista, um dos pontos mais movimentados do centro da cidade, paralisando a avenida de tempos em tempos, chamando a atenção dos passageiros e ônibus e dos transeuntes e comerciários. “Estamos vendo o apoio da população à nossa luta. Várias militantes se revezam no megafone puxando jogral, com frases repetidas por todas ao mesmo tempo,defendo o direito das mulheres de decidir sobre suas vidas”, conta a militante da Articulação das Mulheres Brasileiras (AMB) Carmen Silva. Nas ruas ecoa o grito ” o corpo é nosso, é pela vida das mulheres”.

Uberlândia  O movimento feminista ganha tanta força também longe das capitais. É isso que acontece quando homens brancos tentam legislar usando o corpo das mulheres como moeda de troca. Em Uberlândia as mulheres estão unidas conosco e juntas somos milhões gritando Fora Temer!

Brasília  Estupro é crime. Aborto é Direito das mulheres e sobre o nosso corpo, devemos nós decidir. A defensora das mulheres, nosso único voto representativo na Comissão Especial foi da deputada Erika Kokay, bradando contra a criminalização das mulheres no megafone. A mobilização acontece no Museu Nacional e as mulheres estão se organizando para marcharem até a frente do Congresso! Elas nos representam!

Goiânia As mulheres de Goiás estão nas ruas para barrar a ideia de que homens podem decidir sobre a vida e o corpo das mulheres. O aborto/interrupção de gravidez é a 5ª maior causa de morte materna no Brasil e as mulheres que mais morrem são as pobres e negras. Interrupção de gravidez é algo que diz respeito à autonomia reprodutiva das mulheres, nós devemos decidir. Basta de barganha política parlamentar em cima dos nossos corpos. Vamos juntas pela vida das mulheres!

Belém  As companheiras do Norte do país também gritam conosco! É tempo de assumir firme posição contra a criminalização das mulheres e pela legalização do aborto! Precisamos renovar alianças e unir esforços para desmoralizar e derrotar essas forças perversas! É pela vida das mulheres!

Florianópolis Ativistas reuniram-se em ato contra a PEC 181 no centro de Florianópolis. A concentração acontece na recém inaugurada Esquina Feminista (entre as ruas Deodoro da Fonseca e Conselheiro Mafra). O panfleto divulgado ressalta que não podemos deixar que essa PEC 181 seja aprovada. “Ela é uma fraude que, baseada no discurso religioso, atenta contra o direito, liberdade e autonomia das mulheres! A vida de um embrião não pode ser mais importante que a vida de uma mulher adulta e nenhuma mulher deve ser obrigada a prosseguir com uma gestação indesejada, fruto de uma relação violenta e não consentida. Proibir o aborto legal é condenar muitas mulheres ao sofrimento e à morte”

Acesse o Boletim Completo em PDF aqui: https://goo.gl/oWmGda

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