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Projeto ‘Mulheres nos Terreiros da Esperança’ tem início neste sábado (18) na zona norte de Teresina (PI)

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No mês em que se comemora a luta internacional das mulheres, a região norte de Teresina, símbolo de origem da cidade, mostra que também já é conhecida por sua resistência diária. Cientes disso, a Associação Centro de Defesa dos Direitos Sociais Ferreira de Sousa e o Coletivo FloresSer Comunicação fazem, neste sábado (18.03), o lançamento do Projeto “Mulheres nos Terreiros da Esperança”, às 15 horas na Av. Boa Esperança, nº 4835, Bairro São Joaquim.

“Mulheres nos terreiros da Esperança” é um projeto de Comunicação Popular, possibilitado pela CESE (Coordenadoria Ecumênica de Serviços) e SOS Corpo – Instituto Feminista para Democracia, por meio do edital “Mulheres Negras e Populares: Traçando caminhos, construindo direitos”, que conta com financiamento da União Europeia. O objetivo é levantar discussões e ações no que se refere aos direitos das mulheres, no campo dos direitos humanos, memória, patrimônio e ancestralidade.

O lançamento é aberto e visa contar com a presença dos moradores das comunidades atingidas pelo Programa Lagoas do Norte, bem como parceiros, para um mergulho nas memórias, existências, riquezas e belezas que não podem ser subjugadas e destruídas em nome de projetos desenvolvimentistas. Será um espaço misto com a presença de homens, mulheres, jovens, crianças e quem possa interessar.

Durante seis meses serão realizadas oficinas de vídeo, rádio, reportagem e fotografia, como modo de fortalecer e fazer circular a luta das mulheres pelo direito a seus lares, terreiros, vazantes, laços comunitários, ou seja, seus modos de ser e viver.

Histórico – Há quase dez anos, moradores e moradoras da região norte de Teresina enfrentam mudanças em seu modo de vida devido o Programa Lagoas do Norte. Reagindo às modificações que o Programa tem imposto à população da Zona Norte, as mulheres das comunidades atingidas tem sido a linha de frente na luta pelo direito à moradia, agora, com um diferencial.  “ Nós também precisamos garantir o direito e respeito à espiritualidade, por isso dizemos não à retirada de terreiros tradicionais de nossa região”, diz Lúcia Ferreira , presidente do Centro de Defesa, que vem reivindicando um estudo antropológico e de impactos do Programa na região.

Fonte: CidadeVerde