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Por que ainda é preciso lutar pelo fim da violência contra as mulheres?

De acordo com o Atlas da Violência, divulgado em 2019 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre 2007 e 2017 houve um aumento de 30,7% dos casos de feminicídio. Na grande maioria dos casos, 88% dos responsáveis pelos crimes foram companheiros ou ex-companheiros das vítimas.

Em 2018 foram registrados um total de 66.041 estupros no país, sendo 180 por dia. 53,8% desse total se referem violações de meninas. Os dados revelam que a cada hora quatro meninas de até 13 anos são violentadas no Brasil. Em 93% dos estupros registrados, os agressores são homens  próximos ou conhecidos das meninas e mulheres, o que revela uma questão profunda que é reflexo direto da influência do machismo e do sexismo na formação da sociedade.

Em Pernambuco esses índices também são absurdos e revelam o quanto a cultura machista e misógina avança. De janeiro à outubro deste ano já foram registrados 1.979 casos de violência sexual e 34.590 casos de mulheres vítimas de violência doméstica. Refletindo esses dados nacionais e estaduais, o Programa Fora da Curva convidou Carmen Silva, do SOS Corpo, Liliana Barros, da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco e Mariana Azevedo, do Fórum de Mulheres de Pernambuco para responder: por que ainda é preciso lutar pelo fim da violência contra as mulheres?

Assista abaixo o programa que foi apresentado pela jornalista Débora Britto, da Marco Zero Conteúdo: