Feministas preparam a resistência ao G-20

Acontece hoje e amanhã uma reunião preparatória em Buenos Aires para definição do que será a ação feminista de enfrentamento ao G-20. A educadora do SOS Corpo, militante da Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) e da Articulacion Feminista MarcoSur, Analba Brazão, estará representando a força feminista anticapitalista de enfrentamento aos acordos de livre comercio.

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“Despertémonos, humanidad. Ya no hay tiempo.” 
Berta Cáceres

A cúpula do G20 – os 20 países geopolíticos mais influentes do mundo – está se aproximando a um ritmo gigantesco – em 30 de novembro e 1 de dezembro de 2018 em território argentino e com a experiência da Cúpula dos Povos “Fora da OMC – Construindo Soberania” que aconteceu no final do ano passado, onde dezenas de movimentos sociais, organizações políticas e diversos coletivos expressaram nossa rejeição às políticas da Organização Mundial do Comércio, desta vez levantamos nossas vozes para deixar claro que aonde forem os grandes fóruns de poder global, ali também haverá resistência das pessoas defendendo nossos direitos.

Enquanto as autoridades dos 20 Estados que compartilham a hegemonia mundial anunciam que seu objetivo é “enfrentar os grandes desafios globais e buscar gerar políticas públicas que os resolvam”, os povos estão certos de que esses governos e suas políticas são os principais culpados da profunda crise civilizatória pela qual estamos passando e da qual surgem os problemas que agora eles dizem querer resolver.

Mas ainda tem mais. O G20 não é apenas a reunião de cúpula que acontece no final deste ano, é um processo que inclui mais de 60 encontros anteriores, onde ministrxs, delegadxs e dirigentes dos países membros irão discutir as questões centrais em sua agenda: mercado de trabalho e educação funcional para estas necessidades, infra-estrutura para o “desenvolvimento”, ou seja, para a acumulação de capital e a chamada “segurança alimentar”, ou em outras palavras, a produção industrial e tecnologizada alimentos. Haverá, durante todo o ano e em todo o país, uma multiplicidade de reuniões e “cimeiras” dos chamados Grupos de Afinidade (Buisness20, Woman20, Labour20, Think20, Science20, Youth20, Civil20), que são espaços oficiais criados para a participação de atores não-estatais e são parte do processo G-20, através do qual, mais uma vez, as potências mundiais se reúnem para decidir o destino de povos inteiros. A maioria dessas reuniões ao longo do ano em curso acontecerá em território argentino, a partir de Ushuaia para San Salvador de Jujuy, Mar del Plata para Mendoza. Todos fazem parte do processo do G20, através do qual, mais uma vez, as potências mundiais se reúnem para decidir sobre o destino de povos inteiros.

Consequentemente, esse processo exige uma forte resposta daqueles que lutam em toda parte contra um modelo predatório que desnuda, exclui, destrói, mura, criminaliza e assassina. Queremos e acreditamos em outro mundo onde as decisões não são tomadas com base nos investidores do grande capital, no mercado financeiro e no crescimento econômico infinito, mas em vista do bom viver das pessoas e da natureza.

Ecoando a declaração final da Cúpula dos Povos, pedimos a continuação da resistência à atual ofensiva do capital internacional, defendendo e reafirmando o direito à autodeterminação dos povos. Convidamos todos os movimentos, organizações e grupos populares da Argentina, Nossa América e o mundo a participar da 1ª Reunião Preparatória (Inter-) de Luta Nacional contra o G20 que acontecerá no sábado 19 de maio das 10h às 18h. a cidade de Buenos Aires, na véspera da 1ª reunião dos ministros das Relações Exteriores do G20. Discutiremos os pontos centrais de nossa própria agenda na luta contra o G20 e definiremos as atividades a serem desenvolvidas durante o ano, especialmente no auge da cúpula dos 20 chefes de estado e chefes de estado no final de novembro. Vamos avaliar possíveis alianças e momentos de convergência. Esta reunião de ação e estratégia será precedida por um treinamento sobre o G20 para tratar de sua história, sua política e seu impacto – e protestos populares com foco no que aconteceu em 2017 em Hamburgo. O mesmo acontecerá na sexta-feira, 18/5, das 14 às 20 horas.

 

 

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¡Construyamos puentes entre nuestros países y nuestros pueblos, no muros!
¡Vivamos la solidaridad internacional!
¡Internacionalicemos la lucha, internacionalicemos la esperanza!
¡Unamos nuestra creatividad para ponerle fin a un sistema que excluye, explota, destruye, levanta muros, criminaliza, contamina y mata!
¡Alcemos nuestras voces y nuestros cuerpos contra las políticas del G-20
y a favor de la vida!
¡G-Pueblos al Poder!

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