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Entidades LGBTs promovem ato e pedem ao STF para criminalizar homofobia e transfobia

“É inadmissível que a gente continue sendo o País que mais mata LGBTs no mundo”, afirma presidente da Associação Nacional de Travestis e Transexuais.

Revelers at the annual gay pride parade hold up a giant rainbow flag in Sao Paulo, Brazil, Sunday, June 3, 2018. This year the parade focused on the general elections scheduled for October, with the theme “Power for the LGBT. Our Vote, Our Voice.” (AP Photo/Nelson Antoine)

Diversos grupos ligados à causa LGBT de todo o Brasil promovem, nesta quarta-feira (13), um ato, em Brasília, com o objetivo de chamar a atenção sobre a LGBTfobia no país e fazer pressão para as duas votações que ocorrem nesta quarta no Supremo Tribunal Federal (STF), para a criminalização da homofobia e da transfobia.

O ato vai reunir a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), o Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS), partidos de esquerda e organizações sociais.

As pautas são de imprescindíveis para a defesa dos direitos da população LGBT. Uma pede a equiparação da LGBTfobia ao racismo, no que se refere ao rigor da condenação e cumprimento da pena, e a outra solicita ao STF que oriente o legislativo para que combata com leis os crimes contra esta população.

“Não é por aquela pessoa ser quem ela é ou amar que ela ama que ela pode ser condenada à ausência de cidadania ou a agressões e violações gratuitas, como não ser aceita no local de emprego, ser recusada nos espaços de cidadania, ser agredida verbalmente, entre outras violações”, declarou Simmy Larrat, presidenta da ABGLT.

Governo

O governo Bolsonaro já deu várias mostras de que não quer a aprovação de nenhuma pauta que contemple os direitos da população LGBT e vem fazendo pressão nos bastidores para que o STF não tome uma decisão progressista.

De acordo com reportagem de O Globo, nesta segunda (11), parte dos ministros do STF pensa em pedir vista para adiar a decisão e não entrar em conflito com a postura homofóbica de Bolsonaro.

Simmy comenta tal postura. “Hoje em dia esta discussão está ainda mais importante, porque o próprio governo, a narrativa que ganhou e que ocupa hoje a cadeira da Presidência, chegou lá pautada exatamente por esse discurso de ódio. Esses discursos LGBTfóbicos, quando saem da própria gestão pública, sinalizam ainda mais para a sociedade e a gente vê um aumento desse ódio, desses crimes e dessas violações”, afirmou Simmy.

Groups linked to the LGBT movement (Lesbian, Gay, Bisexual and Transgender) protested on 29 September 2017 on Avenida Paulista, central region of Sao Paulo, Brazil, against a decision by a judge of the Federal District that released the reversion therapies, also known as "gay cure." Last Monday (18), DF Justice began to allow psychologists to treat the LGBT population as patients, releasing the realization of "reversion therapies". This type of treatment was prohibited since 1999 by a resolution of the Federal Council of Psychology. The organ said it will appeal.

Publicado originalmente no Fórum com informações da Agência PT de Notícias