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“É fundamental a gente se organizar e localizar a nossa luta pra se irmanar com outras que estão na luta mundo afora”

O curso Caleidoscópio – Corpos Livres, Estado Laico, encontro de formação organizado pelo SOSCorpo entre os dias 11 a 13 de julho, realizou em uma de suas rodas de diálogo o debate sobre as expressões do conservadorismo, fascismo e fundamentalismo na produção e reprodução da vida social, na economia, na política e na cultura – conexões entre a realidade brasileira e as expressões no mundo.

Mônica Oliveira, militante feminista da Rede de Mulheres Negras de Pernambuco, do Fórum de Mulheres de PE e assessora parlamentar da mandata Coletiva Juntas, foi uma das convidadas. Em uma fala que localizou a realidade das mulheres negras dentro do cenário político, econômico e social que vivemos hoje, Mônica trouxe importantes reflexões sobre como o avanço do fascismo e do conservadorismo tem impactado nos direitos sociais de pessoas negras e de cor, sistematicamente negligenciadas por uma necropolítica em curso em escala global.

A partir de uma perspectiva racial localizada, a ativista denuncia a concentração de renda e as facetas da necropolítica no cenário econômico mundial, que têm mantido as desigualdades históricas que são impostas aos povos negros e de cor nas regiões periféricas e empobrecidas do Brasil e do mundo. A feminista negra aponta ainda a importância de se analisar criticamente o atual contexto a partir das dimensões de gênero, raça e classe para fundamentar e politizar o caráter nocivo do sistema capitalista-racista-patriarcal neoliberalista.

Mônica Oliveira em participação durante o curso Caleidoscópio 2019.