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29/03/2016 – 11h – Ato por justiça para Berta Cáceres e segurança para Gustavo Castro

AtoBerta

Berta Cáceres fundou, em 1993, o Conselho Cívico das Organizações Indígenas e Populares das Honduras, liderou as vozes contra o projeto hidroeléctrico de Água Zarca e esteve contra o golpe de Estado que, em 2009, tirou Manuel Zelaya do poder, conta o NYT. Em 2015, venceu o prémio Goldman Environmental, tida como a mais importante distinção na área da proteção ambiental. Foi assassinada no último dia 3, em sua casa, em La Esperanza, na região oeste de Honduras.

Segundo o líder indígena hondurenho Salvador Zuñiga, a última luta liderada por Cáceres era contra a instalação da represa hidrelétrica de Agua Zarca na comunidade indígena de Río Blanco, em Santa Bárbara, aprovada e iniciada sem consulta com os moradores da região. A campanha liderada por Cáceres junto às comunidades ribeirinhas conseguiu paralisar as obras em 2013, mas os ativistas e moradores continuaram sendo ameaçados.

Uma semana antes do seu assassinato, Cáceres havia promovido uma entrevista coletiva à imprensa hondurenha e internacional denunciando os assassinatos de vários dirigentes de sua comunidade indígena, assim como as ameaças de morte que estava recebendo.

“Berta recebeu milhares de ameaças. Sua arma era sua voz. Ela nunca andou armada. Ela era ameaçada por sua luta pela riqueza de nossos povos. Era um tesouro na luta pelos direitos dos povos indígenas”, afirmou seu irmão Gustavo, que foi ferido pelos assassinos de sua irmã, no dia que invadiram sua casa.

berta1Segundo relatório lançado em abril de 2015 pela organização Global Witness, Honduras foi o país com mais assassinatos de ativistas ambientais em 2014. Entre as pessoas assassinadas em Honduras naquele ano por defender suas terras, seus rios ou seus bosques da exploração, 40% eram membros de povos indígenas, como o povo lenca, ao qual pertencia Berta Cáceres.