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28/09/2016 – Feministas fazem ato pela descriminalização do aborto

14500574_1199989646690322_2309554143613038403_oDe janeiro a agosto deste ano de 2016 já foram registrados 965 casos de estupro em Pernambuco. O acirramento da violência contra as mulheres desperta algumas reflexões: estamos vivendo numa sociedade cada vez mais machista ou os machistas estão sendo encorajados ao ódio ao feminismo e às mulheres nas redes e nas ruas? Ou seria a sociedade de mercado que estaria transformando as mulheres em objeto, à disposição do outro, sem vontade própria?

Neste dia 28 de setembro, dedicado à luta pela descriminalização do aborto na América Latina e Caribe, grupos e coletivos feministas vão fazer um ato público às 17h, na Avenida Conde da Boa Vista, para denunciar a violência contra as mulheres e reivindicar o direito de decidir sobre o próprio corpo. Na visão desses movimentos, o golpe patriarcal, que depôs a presidenta Dilma Roussef, atiçou a misoginia e agravou a violência dos homens contra as mulheres na vida pública e na vida privada, nas ruas e em casa.

A nota construída em conjunto e assinada pelo Coletivo Marcha das Vadias Recife, Coletivo Feminista Diadorim, Marcha Mundial das Mulheres, Fórum de Mulheres de Pernambuco e Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas, reforça que

“a violência sexual é uma violação dos direitos das mulheres a ter desejo próprio, a decidir sobre quem deseja como parceiro sexual, fere o direito das mulheres à liberdade. Da mesma forma, o aborto ilegal, situação que nos obriga a correr riscos na clandestinidade para interromper uma gravidez indesejada.

Gravidez indesejada é fruto de falha de método de evitar filhos/as, mas é também fruto de sexo forçado e violento, dentro ou fora do casamento, dentro ou fora da família, dentro de casa ou na via pública. Por estas e várias outras razões, nenhuma mulher está livre de, um dia, precisar abortar. E devemos ter esse direito garantido, como sujeito soberano das decisões sobre nossa própria vida.

A pauta da liberdade, contra violência e pela legalização do aborto, é parte de nossa luta desde os anos da Assembleia Constituinte, quando coletamos muitas assinaturas em favor do direito a decidir. Em 2016, seguimos ainda nesta mesma luta, denunciando, protestando, explicando, criticando. Pela vida das mulheres, lutamos contra a violência e pela legalização do aborto no Brasil.

Nós mulheres somos sujeito de nosso desejo, queremos liberdade de decidir quando fazer sexo e com quem. Nenhuma mulher deve ser presa, punida, maltratada ou humilhada por ter feito aborto! Queremos ser donas de nossas vidas, de nosso eu e de nossos corpos! Queremos o direito a uma vida plena e livre!”